quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Calor e poluição

Photobucket - Video and Image Hosting
Situação atmosférica prevista para 12 de Agosto de 2006
Extraído de: http://weather.unisys.com/gfsx/index_eur.html


O Verão em Portugal depende do conhecido Anticiclone dos Açores. Sem ele não teríamos estes dias de sol contínuos e estáveis, o negócio do turismo sol/praia era inexistente, a agricultura (a que ainda existe) seria muito diferente, ou seja, a nossa vida seria certamente outra.
Quando este centro de altas pressões “estica” a sua crista para o lado do Mediterrâneo e Norte de África somos brindados pelo vento seco de leste, a nortada amaina, a secura do ar aumenta e as temperaturas sobem (às vezes demais como tem acontecido nestes últimos dias). O que assusta mais é a subida das temperaturas mínimas: hoje às 8 horas da manhã já estavam 29,9ºC em Portalegre. Isto significa que durante uma vaga de calor há localidades com médias diárias muito acima dos 30ºC.
Estará isto relacionado com o aquecimento climático à escala planetária? É provável que sim, mas não sabemos ao certo.
Como iremos sobreviver se os nossos Verões começarem a ser mesmo insuportáveis? Que medidas devem ser tomadas para conter a poluição atmosférica das cidades, que é particularmente perigosa nestes dias muito quentes e sem vento?
A meu ver era possível combater muito dos efeitos nefastos do aquecimento global. Nas cidades, as alamedas largas e sempre carregadas de automóveis, deveriam ser substituídas por vias de veículos eléctricos de transporte público ladeadas por muitas árvores e passeios largos. Quando começarmos a viver menos encaixotados e menos consumidos pelo stress das deslocações diárias de certeza que vamos passar a viver melhor.

6 comentários:

antimater disse...

É de certeza um imperativo categórico encarar os recursos do planeta como as únicas fontes para satisfação das nossas necessidades e ter bem presente que quando desprezamos a natureza, ela, mais tarde ou mais cedo, acaba por se insurgir contra nós...
VSousa

Manel disse...

"A rã não bebe até ao fim a água do charco em que vive.", dizia uma tribo índia da América do Norte.

É essa a nossa tragédia, temos uma inteligência abaixo de rã.

Anónimo disse...

A meu ver era possível combater muito dos efeitos nefastos do aquecimento global. Nas cidades, as alamedas largas e sempre carregadas de automóveis, deveriam ser substituídas por vias de veículos eléctricos de transporte público ladeadas por muitas árvores e passeios largos.

A questão é: o senhor ou a maioria das pessoas que diz coisas como esta estariam dispostos a usar os transportes públicos em vez de andarem nos seus confortáveis automóveis?

Pedro Veiga disse...

Caro anónimo,
Eu estou! A prova é que uso diaramente os transportes públicos para ir trabalhar!

Truta Azul disse...

?! Realmente o anonimato é uma coisa fabulosa... Até nisto a nossa inteligência (ou pelo menos, alguma sensibilidade ética, já que não estamos em "nossa casa") é abaixo de rã...

E agora, com licença, que já estou atrasada para apanhar o metro e ir trabalhar.

Rodrigues disse...

Ó Pedro, realmente... Fazerem-te uma pergunta destas a ti, que até vais trabalhar de bicicleta...