sábado, 9 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Só neste país
O ambiente de trabalho deteriorou-se, o desalento invade tudo, a indefinição do futuro aumenta e, por fim, o nevoeiro adensa-se. Por isso: Só neste país é que se diz "só neste país". Estaremos adiados até quando?
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Choque entre duas massa de ar diferentes
A separar duas massas de ar (uma tropical e outra polar) existe uma superfície frontal. No caso da imagem o "caracol de nuvens", ao largo da Irlanda, representa uma baixa pressão muito cavada resultante a progressão para norte de uma massa de ar tropical húmido. Ao largo de Portugal Continental desenvolve-se uma frente fria que trará chuva abundante para amanhã. Se o sector da massa polar com instabilidade nos atingir seremos nos próximos dias "regados" com aguaceiros fortes. Depois o ar ficará mais limpo e a semana que vem será certamente mais calma, isto se o Anticiclone dos Açores recuperar a sua posição que tinha anteriormente.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Mais uma tempestade em vista
Ventos fortes e chuva, devido aos efeitos associados a uma baixa pressão muito cavada cujo núcleo se aproximará de Portugal Continental entre 6ª feira e Domingo próximos.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Do blog "Ladrão de Bicicletas"
De José M. Castro Caldas
Dizer da contenção orçamental acelerada que ela encerra o risco de nova recessão, de aumento das desigualdades e de asfixia do estado social, sendo verdade, é uma caracterização enganadora das políticas de austeridade recessiva. A questão não é apenas “o risco” que elas encerram mas antes a sua intenção. As políticas de contenção orçamental acelerada pretendem precisamente gerar efeitos recessivos, aumentar as desigualdades e asfixiar o Estado social. Pretendem e provavelmente conseguem.
Qual é a lógica? Induzir a descida dos salários em termos nominais e reais, para reduzir o consumo, o preço dos bens e serviços de exportação e atrair capitais. Supõem que se isto acontecesse o desequilíbrio da balança de bens e serviços seria corrigido, as necessidades de financiamento externo diminuiriam, obtendo-se deste modo o que a desvalorização cambial que deixou de ser possível permitia alcançar no passado.
A descida dos salários pretendida não é apenas a dos salários da administração pública. Essa descida pode ser obtida por decreto. Já a outra, a do sector privado, é mais difícil. Mas pode ser conseguida com a influência que as decisões salariais na administração pública têm no sector privado, com mais desemprego, uma menor duração e montante das prestações sociais de apoio aos desempregados e a retirada de outros apoios sociais. Com mais desemprego e menos protecção os trabalhadores seriam obrigados a aceitar trabalhar por menos dinheiro. A isto chamam eles com enorme desfaçatez “políticas que tornam o trabalho compensador”.
Para alcançar os seus objectivos a contenção orçamental acelerada deve ao mesmo tempo acentuar as desigualdades. A factura do “ajustamento” orçamental não pode ser paga pelos rendimentos de capital, porque, supõe-se, isso assustaria os capitais que se pretendem seduzir e espantá-los-ia para outras paragens.
Além disso, o Estado social que se supõe insustentável em termos financeiros deve ser emagrecido, sobretudo no sector da saúde e das pensões. A prestação de cuidados de saúde e as pensões devem degradar-se para que floresçam mercados novos e novas oportunidades para os fundos de investimento e as companhias seguradoras em sectores relativamente protegidos da concorrência.
A estranha noção de que a recessão pode ser remédio está para a Economia como o uso de sangrias e sanguessugas está para a Medicina. Baseia-se numa pseudo-ciência económica que vigorou antes da Grande Depressão, foi varrida do mapa depois dela, e renasceu com novas roupagens na década de 1980 do século XX. Essa Economia da idade das trevas cultiva as abstracções e os pressupostos irrealistas e recusa-se a aprender com a experiência.
Foi precisamente a experiência da Grande Depressão que fez compreender que a lógica da austeridade recessiva está errada. A descida dos salários numa só empresa ou num só país pode permitir a esse país (ou empresa) recuperar o equilíbrio vendendo bens e serviços mais baratos. Mas a mesma descida de salários não tem qualquer efeito nas contas externas do país ou no balanço da empresa, ou tem efeitos contrários aos desejados, quando é realizada em simultâneo por todos. Para onde exportar quando todos recorrem em simultâneo a estratégias recessivas como actualmente ocorre na União Europeia? A esta não-correspondência entre o que se passa nos níveis micro e macro da economia veio a chamar-se a “falácia da composição”.
A Economia da idade das trevas pressupõe também que menores salários podem atrair mais capitais. A experiencia mostra, pelo contrário, que os custos salariais, não são de há muito o factor de competitividade que os capitais, pelo menos os capitais que nos interessa atrair, procuram. Os capitais que procuram baixos salários têm muito para onde ir que não a Europa.
As benesses fiscais, pelo contrário, são importantes para os capitais móveis. Mas por um efeito de composição semelhante ao dos baixos salários são inúteis quando todos os Estados recorrem a elas num stip tease social indecoroso como o que actualmente decorre.
Por outro lado, o estado social é sem dúvida caro. Mas a experiência mais uma vez mostra que a provisão privada de saúde e de pensões é muito mais cara, essa sim ao ponto de ser insustentável.
Desmentida pela experiência, descredibilizada pela exposição das suas consequências, a Economia da idade das trevas, foi abalada nos duros dias de crise de 2008 e 2009. Mas quando a falência reemergiu como crise das finanças públicas, recobrou forças e voltou a ocupar o espaço público. Afinal, esta foi a Economia que os muitos economistas que hoje povoam os círculos do poder público e empresarial aprenderam.
Os velhos hábitos de pensamento são os últimos a morrer.
Tão incorrecto como caracterizar a contenção orçamental acelerada a partir dos riscos que encerra é presumir que os governos europeus, incluindo o nosso, adoptam a austeridade recessiva, depois de muitas insónias, só porque os mercados financeiros, o BCE e a senhora Merkel mandam. Na realidade, os ministros das finanças, os burocratas da comissão, os governadores do BCE e dos bancos centrais, autores dos planos que depois são apresentados aos chefes de governo como a alternativa única que “a ciência” determina, educados que foram na Economia da idade das trevas acreditam mesmo que a deflação salarial é o caminho mais curto para os amanhãs de equilíbrio que cantam. Podem ter alguma dificuldade em persuadir colegas que se assustam com as eventuais consequências eleitorais e sociais das sangrias violentas, mas no final têm conseguido.
A Economia da idade das trevas impede-os a todos de ver que a saída para a crise das finanças públicas devia ser procurada por outras vias. Não tinha de ser assim.
Na realidade, uma União Europeia dotada de um orçamento e de um Banco Central capaz de intervir no mercado primário da dívida soberana, capacitada com instrumentos de política económica, atenta tanto aos défices das balanças correntes como aos seus excedentes, e capaz de cuidar de uma inserção na economia global que não servisse apenas os interesses dos sectores exportadores alemães, teria outras opções que não a austeridade regressiva.
Mas uma tal União Europeia só é possível com outros agentes políticos. A Economia da idade das trevas penetrou fundo em todos os partidos do arco da governação europeia. Sacudir a sua hegemonia só é possível com uma mudança do pessoal político dentro dos partidos e com uma mudança da composição política dos parlamentos e governos.
Por isso mesmo, mais errado ainda do que presumir que os governos europeus adoptam a austeridade recessiva a contragosto é pensar que aos cidadãos nada mais resta do que consentir ou mesmo apoiar políticas que não só empurram os custos do “ajustamento” para quem menos pode e merece pagar, como são incapazes de cumprir as suas promessas. No final um Estado e uma economia mais pequenos terão mais dificuldade em fazer face ao serviço da divida. Mais tarde ou mais cedo “os mercados” não deixaram do nos castigar por isso mesmo.
A austeridade recessiva é um plano inclinado. Não deve ser apoiada nem activa, nem passivamente. Tão pouco o devem ser os seus executantes. Os limites estão a ser ultrapassados e para lá deles o que está em causa é própria possibilidade de viver livre e dignamente em sociedade.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
A derivada da função está no zero
extraído de: http://www.businessinsider.com/the-oil-peak-has-been-reached-2010-10
e ameaça tornar-se negativa, pelo que...
Os PIIGS vão ser os mais afectados pelo "oil peak"
PIIGS are the most affected
One of the groups in the OECD that will suffer most with the contraction of available oil is the one formed by those countries most dependent on oil in their energy mix, according to Luís de Sousa. "A detail must be noted - those countries in greatest difficulties will be precisely those called the PIIGS. These countries each have an oil dependence in their total energy mix of over 45%, including Greece with 58%, Portugal and Ireland with 55%, Spain with 48% and Italy with 46%. This is in contrast to the European Union average of 37%. If we add the four countries with oil dependency above the European average, but below 45%, we get a complete map of the zone where the 'undulating plateau' will have the greatest impact. Besides the PIIGS, this includes Austria (44%), Holland (42%), Belgium (41%) and Denmark (39%)."
The weakest sector for the five most vulnerable countries of the euro-zone (Portugal, Ireland, Italy, Greece and Spain) is the transport sector, particularly when road-based. "This dependency can derive from geographic location, inappropriate urban and national planning or both" says Luís de Sousa. He recommends increasing maritime and railway modes of transportation; it is not sufficient to modernize the electrical infrastructure or to encourage other sources of energy.
Read more: http://www.businessinsider.com/the-oil-peak-has-been-reached-2010-10#ixzz11QfwSggN
Ou seja, em 2011 a TEMPESTADE vai começar. Por isso segurem-se bem!
Até o FMI diz isto:
ver aqui e aqui.
Agora imaginemos isto com o auxílio da subida inevitável do preço do petróleo devido ao aumento da procura e à impossibilidade de se poder aumentar a sua extracção - pelo efeito do pico petrolífero ou "peak oil".
Os "dias de lixo"
"O que aconteceu ao primeiro-ministro islandês, que vai ser julgado pela maneira como procedeu na crise bancária que levou o país à falência, devia acontecer cá. E não me venham meter no mesmo saco toda a gente dizendo que todos são responsáveis pela situação actual, a terminar no próprio povo (na versão de Almeida Santos), que é a melhor maneira de desresponsabilizar José Sócrates e o PS. O que aconteceu desde 2008, data já caridosa e benevolente, só tem um responsável. Pode ter havido e houve muitos erros de governação, alguns dos quais de responsabilidade do PSD e do CDS (que governaram, convém não esquecer, apenas dois anos para mais de quinze do PS), mas nada se compara a esta governação subordinada à vaidade e à prepotência de um homem que não se enxerga na sua irresponsabilidade. É de facto criminoso."
Sem dúvida que é um crime que ficará sem culpados. Esta corja de gente que hoje nos governa está de malas feitas a caminho da recompensa que os espera: um lugarzito muito bem remunerado numa empresa pública ou privada.
Depois de enganarem o povo, agora podem enriquecer sossegadamente...
sábado, 2 de outubro de 2010
Trabalhos na praia
Mas, felizmente o trabalho tem corrido bem. A investigação dos sedimentos avança com múltiplos dados adquiridos em condições por vezes difíceis - como estas na praia da Almagreira:
| De Almagreira28Jun2010_2 |
Aqui estávamos no limite das condições aceitáveis para recolher sedimentos em suspensão com o auxílio de uma armadilha de sedimentos.
Mas as condições de Verão na Comporta recompensaram as tarefas mais difíceis dos outros trabalhos em condições mais invernosas:
| De Álbum geral |
Esta última imagem mostra os aparelhos a registarem as ondas, as correntes e a concentração de sedimentos em suspensão.
Agora estamos a tratar do volume enorme de dados e a tentar relacionar os diferentes registos. Vamos ver o que isto dá!
O Sr. Engenheiro no seu melhor!
Ele diz isto no seu "bad english" mas faz isto: http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/governo-compra-mercedes-de-141-mil-euros_1459101
A matemática dos PEC's
PEC II, em Maio de 2010.
PEC III, em Setembro de 2010.
O PEC IV é capaz de ser anunciado ainda em Dezembro de 2010.
Assim, de PEC em PEC vamos ficando cada vez mais apertados. Tenho sérias dúvidas se Portugal existirá para lá destes PECs. Talvez fosse melhor, daqui em diante, esquecer o nome de Programa de Estabilidade e Crescimento e adoptar, ao invés, o nome de Programa de Instabilidade e Decrescimento - PID. Porque com tanto corte o PIB só irá decrescer e não crescer (que infelicidade Senhor Engenheiro, tenho o coração tão apertado). Assim, matematicamente falando, até ao anúncio do PEC IV, a equação económica de Portugal será:
PEC I + PEC II + PEC III = PID
Juntando o PEC IV, será:
PEC I + PEC II + PEC III + PEC IV= PID
Na última equação o PID é a negrito porque o decrescimento do PIB será ainda mais acentuado.
Ainda falta saber o que acontecerá à evolução do preço do petróleo durante os próximos tempos.
Isto não está fácil...






