sexta-feira, 12 de março de 2010

Vida de rico em país pobre!



Agora já percebo por que razão os impostos vão aumentar!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Situação de Portugal

Segundo Pacheco Pereira in Abrupto:

"Como é que estão as escolas? Mal, com uma crise de autoridade do Ministério e bloqueadas. Saíram de uma e não estão dispostas a entrar em nenhuma outra. As ruínas da política do primeiro mandato de Sócrates ainda fumegam e cada um faz pela vida no meio dos destroços. Conseguir dar à educação uma política coerente tornou-se uma tarefa impossível para os próximos anos.

Como é que está a justiça? Pelas ruas, melhor, pelas avenidas da amargura. É o problema singular mais difícil de resolver que hoje temos, ainda mais difícil do que o da competitividade da economia. Na economia ainda há áreas de excelência rodeadas de crise por todo o lado. Na justiça entrou-se num pântano de descrédito muito semelhante ao que atravessa a política.

Como é que estão os campos? Ao abandono, ou produzindo apenas culturas subsidiadas. Há excepções, mas confirmam a regra. No entanto, o potencial está lá intacto, o que no meio desta desgraça ainda permite esperança porque a agricultura é estratégica numa crise.

Como é que estão as fábricas? Cada vez menos e cada vez mais paradas, cada vez mais a palavra designa apenas edifícios e cada vez menos um local onde se trabalha, cada vez mais as fábricas pertencem em Portugal ao domínio da arqueologia industrial.

Como é que está o emprego? Tragicamente mal. E vai continuar ainda mais tragicamente mal, mesmo que deixe de crescer como até agora, porque à medida que o tempo passa acaba os subsídios. Então aí é que a crise ameaça passar para as ruas.

Como é que está a economia? Paralisada e estagnada. Endividada e perdendo competitividade. Mas como uma parte da economia ainda escapa à mão do governo, ainda há oportunidades e há quem as esteja a usar. No meio deste descalabro, não é o pior.

Como é que está a natalidade, um indicador de futuro? Olhe-se para a Pordata, a base de dados da Fundação Francisco Manuel dos Santos, e olhe-se para os indicadores dinâmicos da população e da natalidade e parece que um bloco de gelo pousou nos números. Em baixo voam os números da despesa…

Como é que está a corrupção? A fazer um upgrade.

Como é que está o governo? Bloqueado e sem saber o que fazer

Como é que estão os portugueses? Sem esperança, cansados, e zangados com os políticos.

Como é que está o Primeiro-ministro? Impante de optimismo e feliz consigo próprio.

Como é que está o PS? Perplexo, percebendo que vem aí tempestade da grossa, mas agarrado ao poder. Alguma coisa tem que mudar.

Como é que e está a oposição? Perplexa, percebendo que vem aí tempestade da grossa, mas sem saber o que fazer. Alguma coisa tem que mudar.

Como é que estão os bons? Mal.

Como é que estão os maus? Bem."

domingo, 7 de março de 2010

Os minerais fazem parte da nossa essência!

Anfíbola


"Thus we live in a universe primed for complexification: hydrogen atoms form stars, stars form the elements of the periodic table, those elements form planets, which in turn form minerals abundantly. Minerals catalyze the formation of biomolecules, which on Earth led to life. In this sweeping scenario, minerals represent but one inexorable step in the evolution of a cosmos that is learning to know itself."

Palavras sábias de Robert M. Hazen para definir o mundo que nos rodeia na perspectiva geológica e biológica (in Evolution of Minerals, Scientific American, March 2010, vol. 302, 3, 42-49).

Parece mesmo que a geologia e a biologia andaram de "braço dado" no que toca ao aparecimento da vida e a formação de novos minerais. A ideia com se fica ao ler este artigo é de que a geologia fez o "ninho" para que mais tarde as moléculas orgânicas produzissem os primeiros seres vivos. A evolução destes seres vivos permitiu, por sua vez, a formação de novos minerais. Antes do aparecimento da vida a Terra teria cerca de um pouco mais de um milhar de minerais diferentes. Graças ao aparecimento e desenvolvimento da vida a Terra tem hoje muito mais do que quatro mil espécies mineralógicas!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Dedo na ferida

No jornal I de hoje:

Primeiro plano
Ir à raiz do problema europeu
por João Rodrigues, Publicado em 08 de Fevereiro de 2010

"O desastre começa nas periferias: Portugal, Irlanda, Grécia, Espanha. O acrónimo lê-se "pigs". Há preconceitos que não desaparecem

O euro vai acabar? Não sabemos: estamos perante uma incerteza radical, conceito que teima em não entrar na cabeça da maioria dos economistas, convencidos de que podem atribuir probabilidades a tudo. Qual é o problema do euro, tal como foi instituído? Ser parte de uma utopia monetarista geradora de desemprego e desigualdades.

O euro é uma moeda única sem um orçamento central com peso, sem fiscalidade unificada e sem dívida pública europeia. Isto quando se sabe que, num contexto de integração monetária, o peso do orçamento da UE no PIB deveria ser, pelo menos, o dobro dos actuais 1%. Esta trajectória liberal é inédita e leva ao desastre que começa nas periferias: Portugal, Irlanda, Grécia, Espanha. O acrónimo lê-se "pigs" (porcos...), em inglês. Há preconceitos que não desaparecem. Os mercados financeiros ainda liberalizados guiam--se por eles e aprofundam-nos.

Os preconceitos multiplicam--se numa zona económica que já é mais desigual no seu conjunto do que os EUA, mas que não tem os mecanismos redistributivos federais norte-americanos. A zona euro também não tem uma Reserva Federal que tome o emprego e a inflação como objectivos a serem compatibilizados. Em 2008, já em plena crise, o BCE, o mais ortodoxo dos bancos centrais, ainda subia as taxas de juro: o fantasma da inflação, a domar por um euro forte e pelo desemprego, valia bem a continuada desindustrialização.

Em Portugal, onde mais de 40% dos assalariados ganha menos de 600 euros líquidos por mês, a confortável opinião convencional aposta na redução dos salários. O desemprego, com a consequente destruição de capacidade produtiva, é o único mecanismo que garante o sucesso deste desastre transformado em prescrição. Que fazer então? O economista Jorge Bateira, co-autor do blogue Ladrões de Bicicletas, já em Julho deste ano tinha defendido o que o ministro das finanças grego vem agora implicitamente sugerir: um tratamento global do problema europeu.

Assim, a Alemanha, que acumula brutais excedentes comerciais, tem de aumentar o poder dos seus assalariados para que os "pigs" encontrem mercados. É também necessária uma intensa e convergente actividade diplomática das periferias que garanta a criação de um fundo obrigacionista europeu para financiar situações de emergência e que impeça o tipo de tratamento que a Comissão quer dar à Grécia. O governo português revela uma grande miopia: não há moeda que sobreviva sem mecanismos de solidariedade construídos com alianças políticas. Estamos todos juntos nisto - países credores e devedores - ou então vai cada um para seu lado. Este cenário não será bonito para ninguém..."

Economista e co-autor do blogue Ladrões de Bicicletas

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

HEAVY RAIN

Tal como se costuma dizer em língua inglesa: heavy rain. Depois do frio lá vem de novo a corrente perturbada de oeste. Hoje, pela madrugada, o litoral começou a ser atravessado pelo sector quente da frente polar, já de manhã seguiu-se-lhe o sector frio, com chuva mais intensa. A imagem mostra a altura da passagem do ramo frio da frente polar sobre o território do continente. Esta mudança de tempo vai derreter pro completo as neves do interior. Estamos a ter um Inverno muito rigoroso!

satélite 12-1-2010
Fonte: Eumetsat

domingo, 10 de janeiro de 2010

E o Inverno rigoroso continua em Portugal

Mais um núcleo de baixa-pressão se aproxima da Península Ibérica. A massa de ar resultante desta baixa-pressão e do anticiclone situado no norte da Europa transporta ar frio e húmido. Há forte probabilidade de nevar em todo o interior de Portugal.

PIb. 10-1-2010
Imagem obtida aqui.

Vaga de frio polar nas ilhas britânicas

Vista de satélite, obtida aqui.


Ilhas britânicas geladas (10-1-2010)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Imagem de satélite da situação de bloqueio

sitiuação de bloqueio (6Janeiro2010)

Situação de bloqueio atmosférico no Atlântico Norte

A posição setentrional de um anticiclone no Atlântico Norte está a bloquear a progressão normal da corrente de ar húmido e mais quente vinda de Oeste. Resultado: estão a ocorrer fortes nevões nas ilhas britânicas. Agora que o Inverno está instalado e o solo já arrefeceu estas condições meteorológicas (raras) estão a gerar acumulações de neve com várias dezenas de cm.

sinóptica atlântico 6Janeiro2009
Nesta figura são visíveis dois anticiclones que bloqueiam totalmente a progressão da frente polar vinda de Oeste. Trata-se de uma situação muito rara...

Por cá, às nossas latitudes, somos atingidos frequentemente pelos núcleos das baixas pressões que provocam chuvas abundantes e ventos fortes com consequências muito negativas (cheias, derrocadas, erosão acentuada do litoral e até poluição das águas das barragens pelo efeito do aumento da turbulência das águas de escorrência).
Há quem associe este fenómenos ao efeito de mudança global do clima. Há quem fale na "Artic Oscillation - AO" e na "North Atlantic Oscillation - NAO" como sendo os fenómenos responsáveis por esta situação.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Coisa rara!

Um destacado geólogo do século XX - o Professor Carlos Teixeira, dá o seu nome a uma rua do bairro de Telheira, em Lisboa:

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A quadra natalícia de 2009/2010

E entrámos num novo ano – 2010. Mais do que um ano novo, 2010 marca a entrada de uma nova década. Com a chegada do dia 6 de Janeiro – dia de Reis, a quadra natalícia se encerra. Pela parte que me toca estes últimos dias foram muito intensos e muito vividos. A reunião de uma família muito grande normalmente separada pelo Oceano Atlântico marca muito profundamente este período do calendário. O tempo é sempre escasso e a exigência dos mais pequenos é sempre esgotante, muito esgotante mesmo! Juntos, avós, pais, mães, tios, tias, filhos, filhas, sobrinhos, sobrinhas e netos fazem um grande conjunto! Este ano juntou-se a este grande grupo uma família italiana que tem intenção de se mudar para Portugal. Assim, a noite de Natal foi muito diversificada a começar pelo uso da língua como meio de comunicação. As fotografias obtidas ficam a marcar a recordação e o tempo vivido fica guardado na memória de cada um...

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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

domingo, 27 de dezembro de 2009