domingo, 27 de dezembro de 2009

Percorrer Lisboa a pedalar

Finalmente elas estão aí! Vamos pedalar?

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Natal-efeitos colaterais

Portugal não tem sido só afectado pelas recentes tempestades atmosféricas.

Na manhã do dia 25 de Dezembro a fúria consumista deixava as sua marcas bem visíveis nas ruas da cidade de Lisboa:

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

E também o frio...

Que fora do normal esta previsão do tempo (país dividido em duas regiões):

"Previsão para Sábado, 19 de Dezembro de 2009

Região Norte:
Céu pouco nublado ou limpo.
Vento fraco a moderado (inferior a 25 km/h) do quadrante leste,soprando temporariamente moderado a forte (30 a 45 km/h) nas terras altas. Pequena descida da temperatura.

Regiões Centro e Sul:
Céu muito nublado, diminuindo gradualmente de nebulosidade.
Vento moderado (15 a 30 km/h) do quadrante leste na região Centro e do quadrante oeste na região Sul, tornando-se em geral fraco(inferior a 20 km/h) de nordeste no fim do dia. Nas terras altas, o vento será forte (35 a 55 km/h) predominando de nordeste, com rajadas até 80 km/h, enfraquecendo para o fim do dia.
Aguaceiros até ao início da tarde, que serão de neve acima dos 600/400 metros. Descida da temperatura."

Será que vamos ver as serras de Sintra, Arrábida e Monchique cobertas de neve?

A seguir ao frio vem a chuva...

Atlântico (imagem satélite) 17-12-2009

Esperam-se, segundo os vários modelos de previsão meteorológica, muitos dias de chuva (pelo menos até dia 27).
São vários os núcleos de baixa pressão que vão passar às nossas latitudes e, consequentemente, Portugal vai sentir muitas vezes vento forte de W, SW e mesmo de S.

Sábado, dia 19:
sinóptica sábado, 19-12-2009

3ª feira, dia 22:
sinóptica 3ª feira, 22-12-2009

5ª feira, dia 24:
sinóptica 5ª feira, 24-12-2009

sábado, dia 26:
sinóptica sábado, 26-12-2009

O litoral oeste irá ser particularmente afectado. Vai haver, certamente, inversão do regime dominante da deriva litoral (habitualmente de norte para sul). Como este regime se vai prolongar durante vários dias é natural que as barras arenosas do infralitoral migrem para maiores profundidades deixando o litoral com pouca defesa face à energia das ondas. Como a pressão vai baixar é bem possível o aparecimento do fenómeno de "storm surge". A Protecção Civil já devia estar a emitir alguns alertas para prevenir as populações que vivem junto ao litoral. Outro perigo são as cheias e as derrocadas...
Já há muito tempo que não via uma previsão como esta onde vários núcleos de baixa-pressão se aproximam muito da Península Ibérica. Vamos ver se esta previsão se confirma.

sábado, 28 de novembro de 2009

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Outono e adenovírus

O quadro sinóptico para os próximos dias não engana:

para dia 26:
sinóptica 26Nov2009

e para dia 30:
sinóptica 30Nov2009



Em casa os adenovírus já fazem das suas... que saudades tenho eu do tempo quente de Verão!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Tardes de sábados, em 1981

Em 1981 só havia a RTP e durante algumas tardes de sábado a série "Cosmos" era transmitida através do espaço. Com estes episódios e com os livros de Carl Sagan aprendi muito sobre aquilo que nos une neste pequeno planeta que habitamos.

sábado, 14 de novembro de 2009

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Anfíbola alentejana em território espanhol

Amphibole (Gulf of Cadiz inner shelf)_100_0078

Após uma viagem de cerca de 150 km, desde a origem (zona de Serpa) até ao local onde foi recolhida (plataforma continental interna do Golfo de Cádiz).

Instante

Metropolitano de Lisboa, Quinta das Conchas_100_0080

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O "peak oil" já chegou à imprensa portuguesa

Segundo o jornal Público de hoje:

"Planeta tem menos petróleo do que as estatísticas oficiais dizem
10.11.2009 - 20h02
Por Lurdes Ferreira
O planeta tem muito menos reservas de petróleo do que as previsões oficiais indicam. A afirmação não pertence a nenhum ‘petrocéptico’, mas a um elemento de topo ligado à Agência Internacional de Energia, citado sob anonimato na edição de hoje do diário britânico The Guardian.

Segundo esta fonte, a entidade tem afastado deliberadamente a ameaça de uma escassez de petróleo por receio de uma vaga de pânico consumista, uma acusação que acentua a polémica em torno do rigor das estatísticas oficiais que os países usam como referência para as suas políticas.

O jornal cita o quadro da AIE, de acordo com o qual os EUA têm usado a sua influência junto da organização para que esta estime em baixa a taxa de declínio dos campos petrolíferos em actividade, ao mesmo tempo que estima em alta as possibilidades de serem encontradas novas reservas petrolíferas. A suspeita já não é nova, muitos dos especialistas ligados ao movimento do chamado “pico do petróleo” alertam há anos para esse risco, defendendo que a produção mundial já ultrapassou o seu pico e se encontra já em declínio. A questão torna-se agora ainda mais séria quando se reconhece que os números reais não saem a público por receio de uma grave crise nos mercados financeiros mundiais e na fragilização dos interesses americanos no acesso aos recursos petrolíferos.

No centro das dúvidas, estão as previsões da AIE, segundo as quais a produção mundial de petróleo pode ser elevada de 83 milhões de barris diários para 105 milhões – projecção que os críticos consideram carecer de evidência firme, uma matéria que, para países como o Reino Unido é especialmente grave, sobretudo depois de se ter tornado importador de petróleo, com o fim das suas reservas no Mar do Norte, desde 2005.

A fonte citada pelo Guardian, que pediu anonimato para evitar represálias da indústria, usa os números da própria AIE para explicar como o problema tem sido gerido. “Em 2005, a AIE previa que a produção de petróleo podia subir até 120 milhões de barris diários em 2030. Desde então, tem baixado gradualmente essa previsão para 116 milhões, depois para 105 milhões no ano passado”. E acrescenta: “o número dos 120 milhões de barris nunca fez sentido e mesmo os valores actuais são demasiado elevados para serem justificados e a AIE sabe isso”.

Admitir valores mais baixos, embora alegadamente mais próximos da realidade, poderão criar uma situação de ruptura no mercado petrolífero e o “receio de que o pânico se espalhasse pelos mercados financeiros, sendo que os americanos temem o fim da supremacia do petróleo, porque isso pode ameaçar o seu poder de acesso aos recursos petrolíferos”, adiantou a mesma fonte.

Outro elemento que já foi quadro de topo da AIE reconhece também que conheceu uma regra interna segundo a qual era “imperativo não enfurecer os americanos”, ao mesmo tempo que se aceitava que não havia assim tanto petróleo no mundo como se fazia crer.

Para o Reino Unido, estas suspeitas podem dar uma nova importância à conferência de Copenhaga, que discutirá o pós-Quioto dentro de menos de um mês, e as medidas para uma economia mundial com menores emissões de gases com efeito de estufa.

Especialistas da indústria petrolífera como Matt Simmons, recentemente entrevistado pelo PÚBLICO, ou Colin Campbell, co-fundador do movimento do pico do petróleo reforçam a necessidade de prudência a olhar para os números oficiais. O primeiro há vários anos que diz que as estimativas de reservas estão sobrevalorizadas, a começar pelas da Arábia Saudita. O Segundo até admire que se os números verdadeiros viessem a público, causariam pânico nos mercados financeiros “ e no final não aproveitaria a ninguém”."

Este artigo baseia-se numa informação divulgada pelo diário britânico "The Guardian" e inclui um pequena (mas importante) incorrecção:
"No centro das dúvidas, estão as previsões da AIE, segundo as quais a produção mundial de petróleo pode ser elevada de 83 milhões de barris diários para 105 milhões – projecção que os críticos consideram carecer de evidência firme, uma matéria que, para países como o Reino Unido é especialmente grave, sobretudo depois de se ter tornado importador de petróleo, com o fim das suas reservas no Mar do Norte, desde 2005."
Não, as reservas de petróleo do Mar do Norte não acabaram, estão é em declínio acentuado, o que é bem diferente!
Este artigo, na forma como está escrito provoca muita confusão, o que é natural porque o conceito de "pico de extracção de petróleo" é um tanto abstracto e resulta de estudos estatísticos e de probabilidade. A meu ver, o "pico do petróleo" ou o "oil peak" é apenas um sinal de que temos de mudar de hábitos o quanto antes, a fim de evitar um novo período de depressão mundial. A este propósito cito parte de um texto de um editorial do Público, da autoria de José Manuel Fernandes: "Se a crise não nos chegasse pelo lado da "bolha do crédito Imobiliário", chegar-nos-ia - como já estava a chegar- pelo lado da escassez dos recursos e da nossa recusa em mudar de hábitos ou renunciar a certos consumos (o que sucedeu com o preço do petróleo este Verão pode ter sido apenas uma pequena amostra do que nos espera quando regressarmos, se regressarmos, a uma nova era de crescimento)."

Ora, nem mais! Muitos países já estão de novo num bom ritmo de crescimento e na frente vai a China cujo consumo de petróleo e de outros recursos está a aumentar a um ritmo muito elevado.
O limite geológico do planeta existe e nós, como seres dominantes na Terra, temos o dever de conter a nossa fúria consumista, para bem de todos!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009