segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Outros minerais

Minerals/Minerais
Vários silicatos: granada, anfíbola, turmalina, piroxena e um opaco não identificado

Formas euédricas

A perfeição de um mineral da dimensão de um grão de areia:

Clinopiroxena (augite?) / Clinopyroxene (augite?)
Piroxena monoclínica (augite)

sábado, 24 de outubro de 2009

Time is running out

Oil prices hit high but report warns of supply crunch
• US light crude oil futures pushes above $79 a barrel
• Report blames government for ignoring supply problem

by:
Ashley Seager
guardian.co.uk, Monday 19 October 2009

Ashley Seager guardian.co.uk, Monday 19 October 2009 23.00 BST Article history
Oil prices have pushed above $79 a barrel, but a new report claims the world is facing a supply crisis. Photograph: Hasan Jamali/AP

World oil prices hit their highest point for a year yesterday, as a major new report urged governments around the world to take drastic action to head off an approaching oil supply crunch.

US light crude futures pushed above $79 a barrel, supported by the view that a recovering world economy would raise demand for crude. Oil prices have more than doubled from the low point they hit in the spring, but are still around half the all-time high of nearly $150 a barrel they reached in early summer last year.

Analysts have been surprised at the recent resilience of oil prices given the impact on energy demand of the global recession. In spite of this year's volatility in the oil price, the underlying trend for a decade has been for it to rise steadily.

A report from the non-governmental organisation Global Witness – famous for its exposé of so-called "blood diamonds" – pointed to an impending supply shock that could be so severe that many of the world's poor countries would simply be shut off from the world of energy by sky-high prices.

Two years in the preparation, Global Witness's report, Heads in the Sand, accused governments of ignoring the fact that the world could soon start to run short of oil. This would lead to huge consequences in terms of price shocks and much higher levels of violence around the world than last year's food riots.

"There is a train crash about to happen from an energy point of view. But politicians everywhere seem to have entirely missed the scale of the problem," said the report's author, Simon Taylor.

"We are all addicted to oil but if you look at the mathematics of the problem, they simply don't add up in terms of future supply and demand."

The report went through the latest figures from the oil industry and the Paris-based International Energy Agency, which last year drastically reduced its estimate of the available oil.

The IEA figures showed there could be a gap of 7m barrels a day between supply and demand by 2015. That represents about 8% of the expected world demand by then of 91m barrels a day.

The IEA expects production from existing oilfields to fall by 50% between now and 2020 and warned the world needs to find an additional 64m barrels a day of capacity by 2030 – equivalent to six times current Saudi Arabian production.

But Global Witness took issue with the IEA's recommendation that the oil industry spend $450bn a year chasing these supplies, many of which may well not be there. Because of the demands of climate change, the report argued, the money would be better invested in moving rapidly to a post-oil world of renewable energy and conservation.

Taylor said even the new IEA projections of how much new oil the world would discover were likely to be over-optimistic. He said the so-called "big" oil discoveries of the last few years added up to nothing like the "discovery rate" needed to replace the world's dwindling supplies from existing fields. They have totalled around 16bn barrels, or only around 1.7m barrels a day, once up and running.

The report said that between 2005 and 2008, global oil production ceased to grow in spite of widespread investment and rising prices, which should normally have brought forth a big rise in supply. It notes that the biggest year for new discoveries was 1965, since when they have been falling. Global oil production overtook new discoveries in 1984 and has outpaced them ever since.

It also dismissed as myth a widely held expectation that tar sands in Canada could fill the supply gap. Tar sands are unlikely ever to yield more than 3-4m barrels a day, equivalent to the pace at which existing fields are declining every year.

Taylor said the four key issues about oil – declining output, declining discoveries, increasing demand and insufficient projects in the pipeline – have been apparent for many years.

"But governments and multilateral agencies have failed to recognise the imminence and scale of the global oil supply crunch, and most of them remain completely unprepared for its consequences," he said.

"There has been a decade of dithering and it is now too late to avoid the consequences unless the authorities move like there is no tomorrow."

Dr Jeremy Leggett, author of books on peak oil and convenor of the UK Industry Taskforce on Peak Oil and Energy Security, said: "A steep premature descent in global oil production would be worse than the credit crunch in terms of economic impact. Unlike the credit crunch, however, the peak oil risk assessment involves big companies sounding the alarm alongside organisations like Global Witness."

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Começou o Outono-Inverno


A frente polar atingiu finalmente a latitude da Península Ibérica. A imagem acima mostra a situação às 9 horas de ontem na altura em que uma frente fria atravessava a parte central da Península. A faixa colorida com orientação SW-NE representa a zona de maior precipitação associada a este sistema frontal.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Outubro quente

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Lisboa, 12 de Outubro de 2009. Rua do Arco a S. Mamede.

Mais um início de Outono muito quente cuja causa não estará, certamente, relacionada com o rescaldo das eleições autárquicas. Depois de um fim-de-semana um pouco atribulado devido a problemas no meu condomínio sabe bem poder usufruir desta bonita luz de Verão (será um S. Martinho precoce?).
Confiando na minha memória meteorológica tenho a sensação de ter sentido já vários inícios de Outono quentes e secos. Aliás, o mais preocupante parece ser mesmo a escassez de chuva. No quadro ibérico a situação é realmente preocupante na metade sul da península e no levante onde a falta de água é muito frequente, a ponto de já se praticar o transporte das águas dos rios setentrionais para o sul ressequido.
Temo que a explosão dos empreendimentos turísticos do sul do nosso país venha aumentar o nosso deficit neste líquido tão precioso. A construção de campos de golfe um pouco por todo lado vai exigir cada vez mais água. Água que não existe mesmo sem campos de golfe.
Nos tempos que correm as alterações do clima conduziram à indução, no nosso país, de um padrão de pluviosidade irregular onde são frequentes as chamadas trombas de água. Este regime curto e intensivo de precipitação provoca muitos estragos no solo, acentuado a sua erosão.
Por enquanto vamos poder desfrutar deste bom tempo por mais uns dias. É bom que as chuvas de oeste não se atrasem no calendário para não ficarmos ressequidos antes do próximo Verão.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Outono 2009

Ele aí está e vai começar com densos e pesados dias húmidos: massas de ar instável vindas de W e WSW. O litoral vai ser bem regado nos próximos dias...

sinóptica 8 Outubro 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ai que o nosso Portugal ainda vai ao fundo!

Agosto 2009 Praia do Zavial-394


As comadres começaram a ralhar. Falta agora descobrir aonde está a verdade no meio deste pântano.

Editorial do Jornal Público:
"Um grave conflito que ainda não saiu do adro"
30.09.2009 - 08h06, por José Manuel Fernandes

Primeiro que tudo: recomendo a leitura e a releitura da comunicação de ontem do Presidente da República. Até porque este está longe de esclarecer tudo para além de dois factos essenciais: Cavaco Silva considera que o partido do Governo tentou puxá-lo "para a luta político-partidária" e procurou "desviar as atenções do debate eleitoral das questões que realmente preocupavam os cidadãos".

Mais: o Chefe de Estado considera que isso começou a acontecer a meio de Agosto, classificando as declarações de alguns dirigentes do PS como "um tipo de ultimato dirigido ao Presidente da República".

Para quem não se recordar, foi por causa dessas declarações de dirigentes socialistas que o PÚBLICO contactou os serviços da Presidência da República, onde uma fonte oficial se interrogou sobre se os assessores de Cavaco Silva não estariam a ser vigiados. O Presidente não desautorizou ontem os membros da Casa Civil que falaram ao PÚBLICO: disse que só ele fala em seu nome - ele os chefes da Casa Civil e da Casa Militar; e acrescentou que não constituía "crime" formular interrogações sobre as "declarações políticas de outrem", nisso incluindo mesmo "as interrogações atribuídas a um membro da minha Casa Civil" "sobre como é que aqueles políticos sabiam dos passos dados por membros da Casa Civil da Presidência da República".

Mesmo sem assumir os termos exactos em que as interrogações chegaram à imprensa (e não foi só pelo PÚBLICO), o Presidente nunca as desautorizou - e isso deixou por explicar ontem. Contudo, disse que "não cede a pressões nem se deixa condicionar, seja por quem for". Uma frase importante que me obriga a recordar o que escrevi no dia 19 de Agosto: "O terreno está movediço e o Presidente quer preservar a sua autoridade e autonomia, pois sabe que há sombras de tempestade no horizonte. Só isso pode explicar que tivesse deixado que se soubesse que receia que nem todos os jogadores estejam a jogar com cartas limpas."

Ontem ficou claro que Cavaco Silva receava que o partido do Governo não estivesse a fazer jogo limpo. Tão cristalinamente claro que é difícil imaginar em que condições o Presidente da República e o primeiro-ministro vão conseguir cooperar num momento difícil para o país.

Ontem também ficou claro que o Presidente da República não geriu bem este caso. Mas lá iremos.

É certo que o Presidente da República nunca disse, de viva voz, que temia estar a ser vigiado. Mas disse que, a seguir à campanha eleitoral para as legislativas, falaria "sobre questões de segurança". Para quem não se recorde, essa declaração foi feita no dia em que o Diário de Notícias cometeu duas faltas deontológicas gravíssimas: primeiro, violou correspondência privada trocada entre profissionais do PÚBLICO; segundo, fê-lo para expor uma fonte deste jornal.

Cavaco Silva estranhou esse comportamento - "porque é que é publicado agora, a uma semana do acto eleitoral, quando já passaram 17 meses?" - e viu em tal decisão um novo sinal do esforço para "colar o Presidente ao PSD e desviar as atenções". Porque ligou "imediatamente a publicação do e-mail aos objectivos visados pelas declarações produzidas em meados de Agosto". As tais declarações de dirigentes do partido do Governo...

E a seguir acrescentou que essa publicação desse e-mail privado lhe suscitou a seguinte dúvida: "Será possível alguém do exterior entrar no meu computador e conhecer os meus e-mails? Estará a informação confidencial contida nos computadores da Presidência da República suficientemente protegida?" Ou seja, tornou claro que, se antes ainda podíamos circunscrever as suspeitas a alguns dos seus colaboradores, o Presidente assumiu ontem que, pelo menos desde a publicação do e-mail, também ele teve dúvidas sobre a segurança da sua própria correspondência. Dúvidas que o levaram a chamar especialistas que o informaram que existem vulnerabilidades no sistema de comunicações pela Internet de Belém. O que é grave e deve ser esclarecido depressa - pela Presidência e pelos serviços de segurança portugueses.

Fica assim tudo esclarecido? Longe disso. O Presidente disse que, "passada a disputa eleitoral, e porque considero que foram ultrapassados os limites do tolerável e da decência", decidiu "partilhar", "em público", "a interpretação que fiz sobre um assunto que inundou a comunicação social durante vários dias". Só que essa interpretação não chegou para esclarecer os portugueses.

Recorro por isso, de novo, ao que já escrevi, desta vez a 22 de Setembro: "Das duas, uma: ou a seguir a 27 de Setembro fundamenta as suas suspeitas, e age em conformidade, ou, se se limitar a iniciativas pífias, terá enfraquecido a sua autoridade como Chefe de Estado, porventura de forma irremediável". Infelizmente não fundamentou de forma consistente as suas suspeitas - nem clarificou bem que suspeitas tinha, ou tem - e, tendo sido forte no ataque aos que acusou de o tentarem condicionar e envolver na campanha, a única iniciativa tomada, sobre segurança informática, fica muito aquém do clima que, porque o desejou ou porque não o evitou, deixou criar.

Esta intervenção, a par com a não intervenção mais cedo, tem consequências. Umas o Presidente já as assumiu: o seu comportamento pode-lhe "causar custos pessoais". Outras deverão ser mais pesadas, pois sai ferido deste processo numa altura em que sabe que terá de continuar a lidar com um primeiro-ministro em que, manifestamente, não confia.

Quanto ao PS, pela voz de Pedro Silva Pereira, este decidiu assumir o conflito. O que significa que esta história não acaba aqui - muito longe disso. Não são boas notícias para o país, sobretudo no momento que vive.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Acerca das eleições de ontem

eleições legislativas 2009

Concordo plenamente com a análise do director do Público, José Manuel Fernandes:

O pós-27 de Setembro
Editorial: O dia seguinte de uma eleição que não tranquilizou o país
28.09.2009 - 02h01, por José Manuel Fernandes
Sócrates ganhou as eleições, mas os eleitores castigaram o “socratismo” absoluto.Os próximos tempos serão difíceis, mesmo que o triunfo relativo de Portas possa vir a funcionar como um bálsamo para o primeiro-ministro.

Escrevi aqui, na sexta-feira, que estas eleições seriam um referendo a José Sócrates ou, se se preferir, ao “socratismo”. José Sócrates venceu-o porque o PS foi o partido que ganhou as eleições. O “socratismo”, pelo menos enquanto estilo e forma de governar em maioria absoluta, saiu derrotado pois o PS foi o único partido parlamentar que perdeu votos, e muitos, nestas eleições: mais de meio milhão, para ser exacto.
Num tempo de eleições muito personalizadas, Sócrates e o PS ganharam ao conseguirem introduzir as alterações necessárias no seu discurso, na sua prática e no seu estilo de se apresentarem aos portugueses de forma a recuperarem da pesada derrota sofrida nas eleições europeias. E também ganharam porque o PSD não só não conseguiu convencer muitos dos descontentes com a governação socialista (que optaram antes pelo CDS, à direita, e pelo Bloco, à Esquerda), como não conseguiu que parte do seu eleitorado tradicional voltasse a acreditar no partido, ficando em casa.
Em contrapartida, o “socratismo” saiu ferido destas eleições. Desde 1991 que o PS não tinha, em eleições legislativas, um resultado tão baixo. Mesmo em 2002, quando Ferro Rodrigues perdeu para o PSD de Durão Barroso, os socialistas recolheram praticamente o mesmo número de votos mas uma percentagem mais elevada, tendo eleito apenas menos um deputado. Mais: desde 1985, quando Cavaco Silva formou o seu primeiro governo, minoritário, que nenhum partido vencia as eleições com uma percentagem tão baixa dos votos.
A capacidade de luta de Sócrates permitiu-lhe recuperar em pouco mais de três meses e deixar o segundo partido, o PSD, a 7,5 pontos de distância. Em contrapartida a forma como Ferreira Leite conduziu o seu partido nesta campanha permitiu-lhe fugir a um resultado pior do que o de 2005, mas também provou que uma campanha que deliberadamente fugiu ao marketing hoje dominante tem muita dificuldade em passar. Ao contrário de Sócrates, que travava a batalha da sua vida, Ferreira Leite deu muitas vezes sinais de que regressara ao PSD mais para resgatar o partido do populismo do que com a ambição de chegar a São Bento – uma ambição que nenhum candidato à liderança do PSD alimentava há ano e meio, quando substituiu Luis Filipe Menezes.
Mais do que para salvar o seu futuro à frente do PSD, Ferreira Leite ainda terá de travar, no dia 12 de Outubro, a batalha das autárquicas, que o PSD tem muito boas condições para ganhar. Se o conseguir, Ferreira Leite e os que a rodeiam terão boas condições para influenciar uma possível sucessão no partido – se a houver, pois ontem isso não ficou claro.

Ontem Paulo Portas cumpriu um velho sonho: trazer de novo o CDS à condição de terceiro partido e, sobretudo, eleger o número de deputados suficiente para não poder ser ignorado por um PS que deixou de poder pôr e dispor na Assembleia da República e que não consegue fazer maioria com nenhum outro partido à excepção do PSD – e com o PSD não quererá por certo fazê-lo. O problema é saber o que fará Paulo Portas com esse poder, isto é, se o CDS regressará ao tempo dos acordos pontuais com o PS protagonizados por Guterres e Manuel Monteiro (cenário improvável) ou se exigirá mais.