sábado, 6 de junho de 2009

Junho: Ondulações da frente polar em acção

sinóptica 8Junho2009
Resultado: chuva para os próximos dias. Aonde pára o Anticiclone dos Açores? Está lá para a Islândia. Isto é normal no final da Primavera e início de Verão? Não!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

"Instabilidade" anticiclónica

Para além do período de crise económica, social e política que estamos a atravessar, o nosso querido Anticiclone dos Açores também se tem revelado muito agitado e, consequentemente, em crise. Desde hoje o continente português está a ser influenciado por este centro de alta pressão. Resultado: o dia de hoje foi luminoso e quente ao jeito de um dia de Verão, segundo o padrão a que estamos habituados.

024

A posição do Anticiclone sobre o golfo da Biscaia favorece este estado de tempo:

27 de Maio
sinóptica 27 Maio 2009

Ora, acontece que este centro de alta pressão não vai estabilizar. Vai fazer um trajecto em direcção a norte, estando a 28 de Maio com o núcleo sobre França:
28 de Maio
sinóptica 28 Maio 2009

A 29 migra mais para norte, ficando com o núcleo sobre o Mar do Norte:
29 de Maio
sinóptica 29 Maio 2009

A 30 já tem o seu núcleo sobre a Península Escandinava:
30 de Maio
sinóptica 30 Maio 2009

A 31 continua o seu trajecto na direcção setentrional:
31 de Maio
sinóptica 31 Maio 2009

A 1 de Junho já tem o seu núcleo situado a oeste da Noruega:
1 de Junho
sinóptica 1Junho 2009

E eis que em consequência deste trajecto e ao barrar o caminho normal das pressões polares o tempo em Portugal continental muda completamente. A 2 de Junho uma baixa pressão com as suas perturbações frontais aproxima-se da costa portuguesa, vinda de oeste:
2 de Junho
sinóptica 2Junho 2009

E o tempo que era de Verão em apenas 3-4 dias se transforma em tempo completamente invernoso. Será esta variação uma das consequências da alterações climáticas? Se assim for é bem provável que os nossos Verões quentes e estáveis tenham chegado ao fim. É provável que Portugal passe a ter um Verão muito oscilante entre situações extremas. Quem encara o Verão como um produto comercial, que deve ser sempre melhor ano após ano, está em maus lençóis.

sábado, 23 de maio de 2009

Mais uma vaga de calor (Maio 2009)

Maio começou quente e vai acabar quente. Pelo meio ficam dias de tempo muito variável resultado da instabilidade "posicional" do Anticiclone dos Açores.

Situação prevista para 27 de Maio com corrente de Leste (ar seco e quente):

sinóptica 27 Maio 2009

Em poucos dias a massa de ar muda completamente: de húmida e relativamente fria (para a época), para uma massa de ar seco e quente (de acordo com a estação do ano).

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Recordações de um tempo mais ameno

Long way, Amado beach, Portugal, September 2006
Praia do Amado, Algarve, Portugal, Setembro de 2006

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Calor no início de Maio?

Há ainda uma previsão de muito calor para o dia 7 de Maio:

sinóptica_7 Maio 2009

Neste caso o Anticiclone dos Açores "partiu-se" em dois e gerou um núcleo centrado no norte de França, que em conjunto com um vale depressionário posicionado a oeste de Portugal, transporta ar seco e quente vindo directamente no Norte de África. Se esta previsão se confirmar ainda vamos transpirar um bocadinho...

Mudança de tempo atmosférico

Nem sempre isto acontece com tanta rapidez. A verdade é que alguns modelos de previsão meteorológica apontam para uma transição de tempo húmido (e algo frio) para tempo seco e quente. Isto entre os dias 30 de Abril e 3 de Maio!

Hoje estamos a sentir a influência de uma massa de ar húmido e relativamente fria. O Anticiclone dos Açores está localizado bem a sul deste arquipélago, como se pode ver nesta carta sinóptica de superfície para o dia de hoje:

sinóptica_29 Abril 2009

Amanhã o tempo agrava-se ligeiramente com a passagem de uma frente fria em dissipação:

sinóptica_30 Abril 2009

Depois, o Anticilone dos Açores "avança com a sua crista" estendendo a sua influência até ao Golfo da Biscaia (1 de Maio), criando aqui mais um núcleo(2 de Maio):

1 de Maio
sinóptica_1 Maio 2009

2 de Maio
sinóptica_2 Maio 2009

A rapidez com que iremos passar de uma massa de ar húmido e fria para uma de ar seco e quente é notável. Oxalá, o calor mate bem a bicharada virulenta que anda por aí. Eu bem preciso disso!

sábado, 25 de abril de 2009

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Faz 35 anos



E depois do adeus

Música: José Calvário
Letra: José Niza

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Euribor - o início do fim da descida?

euribor ícone

Um dia após descida dos juros na zona euro para 1,25 por cento
Euribor a seis e doze meses interrompe queda de quase meio ano

03.04.2009 - 11h38
Por Rosa Soares, Jornal Público

O corte limitado dos juros ontem pelo BCE pode ser a causa para a reversão do preço do dinheiro
O corte modesto dos juros por parte do Banco Central Europeu interrompeu hoje a descida das taxas Euribor nos prazos mais longos de seis e doze meses. A taxa a três meses continuou a descer.


É como a montanha russa. Já desceu e agora começa a subir porque o motor das grandes economias já começa a dar sinais de recuperação. Como as taxas euribor têm uma forte componente de especulação do mercado bancário é natural que se alimentem das expectativas dos dados económicos e não da situação real das empresas e das famílias. Aliás, aos próprios bancos não interessa ter taxas baixas durante muito tempo porque perdem muito dinheiro.
O ideal é que exista uma estabilidade dos valores das taxas e que se evite este carrossel louco que quando atinge os seus picos elevados põe as economias que vivem da especulação imobiliária, como a portuguesa, em estado de choque.
Agora a malta vai ter que aguentar esta nova subida que se espera que não seja a pique para cima.
Upa, upa mas sem doer muito, por favor! Que mais podemos fazer num país onde viver numa casa é sinónimo de luxo?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Evolução da Euribor em 2008 e em 2009

Por aqui se pode ter uma ideia da evolução da crise:

Euribor 2008


Euribor 2009

terça-feira, 31 de março de 2009

Estamos a ficar bem apertados

Caminhos diferentes

A crise social está aí:

"Jornadas parlamentares do PS em Guimarães
Teixeira dos Santos preocupado com “risco de problemas sociais sérios”
31.03.2009 - 12h45
Por Leonete Botelho
Miguel Manso (arquivo)

A subida do desemprego poderá gerar mais problemas sociais, avisa Teixeira dos Santos
O ministro de Estado e das Finanças está preocupado com o “risco de problemas sociais sérios” que o agravamento do desemprego, efeito da crise económica, acarreta para o país. “O problema mais sério que temos pela frente é o risco de tensões sociais que podem ser geradas pela crise”, afirmou Teixeira dos Santos esta amanhã, na reabertura das jornadas parlamentares do PS que estão a decorrer em Guimarães.

Dias depois de o secretário-geral de Segurança Interna, Mário Mendes, ter reconhecido, em entrevista ao PÚBLICO/RR/RTP2, que os maiores receios das autoridades se prendem com a eventualidade de ocorrerem em Portugal situações semelhantes às da França e Grécia no último ano, agora é Teixeira dos Santos a referir-se, ainda que de forma cautelosa, ao risco de explosão social.

“Não deixa de ser preocupante que esta quebra da actividade económica, com as implicações que terá no desemprego, possa gerar situações de natureza social muito delicadas. Precisamos de soluções que exigem uma atenção muito particular, porque associado ao agravamento do desemprego Portugal poderá assistir ao agravamento de problemas sociais sérios”, advertiu o ministro de Estado e das Finanças.

“É bem mais sério enfrentar os desafios que o desemprego coloca do que encarar o problema do défice externo”, havia de dizer mais tarde, enquanto explicava aos deputados que o Governo tem “uma estratégia de combate aos efeitos da crise”, refutando as acusações de desenvolver apenas medidas avulsas. “Guiamo-nos pelas estrelas, mas sabemos exactamente para onde vamos, para onde queremos ir”, garantiu o ministro das Finanças, antes de expor as três linhas da estratégia do Governo: estabilizar e regular o sistema financeiro, fazer investimento público para apoiar a economia e as empresas e investir em medidas sociais.

Teixeira dos Santos usou de todos os argumentos para defender o investimento público e responder às críticas da oposição e até reparos do Presidente da República quanto ao endividamento daí decorrente. “Isto não é ideologia, é dos livros, é pura economia”, afirmou, garantindo que não estão em causa opções por modelos do Estado, mas opções “meramente conjunturais”. “Passada a crise, retomaremos o percurso de consolidação orçamental”, prometeu.

"Há também, como demonstrou segunda-feira a OCDE e o FMI, um ambiente de recessão mundial. O mundo à nossa volta está a encolher - e isso reflecte-se na procura daquilo que Portugal produz. Numa economia pequena e aberta como é o caso da portuguesa, o impacto negativo nas exportações é significativo", salientou."



A nossa sociedade está baseada no consumo. Mais consumo é igual a mais crescimento, mais crescimento deverá ser igual a mais e melhor emprego (será?). O problema é que mais consumo (diga-se, este tipo de consumo) implica mais exploração de recursos não renováveis. Estes, por sua vez, ao tornarem-se mais escassos fazem subir os preços. Grande subida de preços em mercadorias fundamentais (como a energia de origem fóssil) faz desequilibrar as contas dos estados, das empresas e também as domésticas. E nessa altura temos uma nova crise em perspectiva. Como sair disto?
Tem que haver uma revolução de hábitos por parte dos países mais gastadores de recursos. Cada um de nós que vive como um rico (na perspectiva do planeta Terra) deveria abdicar de parte do seu conforto diário e passar a usar mais materiais reciclados. Não será esta grave crise um sinal da agonia desta sociedade consumista sem fim e, simultaneamente,o prenúncio de novos tempos socialmente muito conturbados?

sexta-feira, 27 de março de 2009