quinta-feira, 26 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Mais notícias sobre a crise energética
Segundo o Diário Económico:
"Deutsche Bank avisa que petróleo a 200 dólares irá destruir o sistema económico global
O maior banco alemão alertou hoje para o facto da Economia mundial ficar em risco de colapso, caso o preço do petróleo atinja os 200 dólares por barril nos mercados internacionais.
Pedro Duarte
Segundo afirmou em entrevista à Bloomber o principal analista do Deutsche Bank para a Energia, Adam Sieminski, "petróleo a 200 dólares irá quebrar a espinha da economia global (...) a seguir aos 200 dólares, o próximo passo seria uma recessão à escala mundial e más notícias para toda a gente".
Estes comentários de Sieminski surgem depois do Goldman Sachs ter previsto que os preços do petróleo poderão subir para valores entre os 150 e 200 dólares por barril no espaço de dois anos, uma vez que o crescimento dos fornecimentos, em particular dos produtores exteriores à Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP), não está a conseguir acompanhar a procura.A Rússia, que é a maior exportadora de petróleo do mundo a seguir à Arábia Saudita, enfrenta este ano a primeira quebra da sua produção nos últimos dez anos, uma vez que em Maio a sua produção recuou 0,9% para os 9,76 milhões de barris por dia.
"O crescimento [da produção petrolífera russa] recuou em termos homólogos, e isto está relacionado com as políticas implementadas no ano passado para aumentar os impostos sobre a indústria petrolífera (...) isto dificultou a entrada de capital estrangeiro", notou Sieminski."
O recuo na produção petrolífera na Rússia poderá ser devido ao efeito do "peak oil". Este efeito é negligenciado por muito analistas dos mercados mundiais. Existem opiniões que negam a existência deste fenómeno nos tempos mais próximos. O que é certo é que os preços da nossa fonte de energia principal continua a subir e a esmagar os nossos orçamentos. Vamos continuar a apostar na construção de grandes infraestruturas sustentadas pelo consumo elevado de hidrocarbonetos? Fará sentido ter tantas auto-estradas e grandes aeroportos daqui a 10 ou 20 anos?
"Deutsche Bank avisa que petróleo a 200 dólares irá destruir o sistema económico global
O maior banco alemão alertou hoje para o facto da Economia mundial ficar em risco de colapso, caso o preço do petróleo atinja os 200 dólares por barril nos mercados internacionais.
Pedro Duarte
Segundo afirmou em entrevista à Bloomber o principal analista do Deutsche Bank para a Energia, Adam Sieminski, "petróleo a 200 dólares irá quebrar a espinha da economia global (...) a seguir aos 200 dólares, o próximo passo seria uma recessão à escala mundial e más notícias para toda a gente".
Estes comentários de Sieminski surgem depois do Goldman Sachs ter previsto que os preços do petróleo poderão subir para valores entre os 150 e 200 dólares por barril no espaço de dois anos, uma vez que o crescimento dos fornecimentos, em particular dos produtores exteriores à Organização dos Países Produtores de Petróleo (OPEP), não está a conseguir acompanhar a procura.A Rússia, que é a maior exportadora de petróleo do mundo a seguir à Arábia Saudita, enfrenta este ano a primeira quebra da sua produção nos últimos dez anos, uma vez que em Maio a sua produção recuou 0,9% para os 9,76 milhões de barris por dia.
"O crescimento [da produção petrolífera russa] recuou em termos homólogos, e isto está relacionado com as políticas implementadas no ano passado para aumentar os impostos sobre a indústria petrolífera (...) isto dificultou a entrada de capital estrangeiro", notou Sieminski."
O recuo na produção petrolífera na Rússia poderá ser devido ao efeito do "peak oil". Este efeito é negligenciado por muito analistas dos mercados mundiais. Existem opiniões que negam a existência deste fenómeno nos tempos mais próximos. O que é certo é que os preços da nossa fonte de energia principal continua a subir e a esmagar os nossos orçamentos. Vamos continuar a apostar na construção de grandes infraestruturas sustentadas pelo consumo elevado de hidrocarbonetos? Fará sentido ter tantas auto-estradas e grandes aeroportos daqui a 10 ou 20 anos?
Sinais de crise

A ser verdade esta notícia hoje divulgada no jornal Público...
"Corte de 3,8 milhões afecta todos os departamentos
Universidade de Aveiro vai usar dinheiro da investigação para subsídios de férias
25.06.2008 - 09h03 PÚBLICO
A Universidade de Aveiro está a anunciar em reuniões de departamentos que vai utilizar dinheiro destinado à investigação para pagar os subsídios de férias de funcionários e professores, segundo a TSF.
Estão em causa 3,8 milhões de euros, segundo aquela rádio, dizendo que a informação foi confirmada por várias fontes daquele estabelecimento.
O corte nas verbas para investigação afectará todos os departamentos, na sequência de uma deliberação da Secção de Gestão e Planeamento do Senado da universidade.
O ministro da Ciência e Ensino Superior, Mariano Gago, já fez saber que Aveiro não está no grupo das quatro universidades que vão receber verbas suplementares, por conseguir verbas devido ao trabalho científico que desenvolve e que é financiado por instituições externas.
A reitoria da Universidade de Aveiro negou à TSF a existência de reuniões em que foi comunicada esta decisão, mas várias outras fontes confirmam-nas."
... significa que Portugal está a morrer aos poucos. Vai faltando dinheiro aqui e ali, a dificuldade em pagar ordenados é cada vez maior. Quando a malta perceber o que se passa por detrás da cortina do futebol e das telenovelas já vai ser tarde demais.
A crise é mais profunda e está a fragmentar este pequeno país. Talvez isto seja o fim de um ciclo de prosperidade alimentado pelos dinheiros da União Europeia. Para continuar precisamos de exportar a nossa qualidade e deixar de viver da qualidade dos outros.
Estou desiludido com a classe política. É fraca e nunca percebeu (ou não quis perceber) quais são os domínios em que o país deve apostar.
Estamos ricos em auto-estradas (temos duas destas vias paralelas entre Lisboa e Porto), estamos cheios de estádios de futebol, temos o "ALLGARVE", os "greens", os hotéis e "resorts" de luxo, os casinos, os grandes centros comerciais (o maior da península está a nascer em Portugal!) e até temos um dos maiores parques automóveis da Europa! Querem melhor do que isto?
domingo, 15 de junho de 2008
Rolamento
Serra do Caldeirão
Um dos caminhos antigos entre o Alentejo e o Algarve - a nacional 2.
Hoje, esta estrada, é um caminho histórico, sem trânsito e muito bonito!
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Finalmente!
Finalmente começam a surgir na imprensa portuguesa opiniões muito sensatas e bem fundamentadas acerca da crise energética mundial.
No Jornal de Negócios online foi publicado este artigo muito interessante da autoria de Luís Queirós:
"Luís Queirós
Novo aeroporto de Lisboa e o preço do petróleo
Com o preço do barril de petróleo (WTI) a roçar os 120 dólares na Bolsa de Matérias-Primas de Nova Iorque, é urgente que se reveja os cenários e os custos – feitos num pressuposto de energia abundante e barata – que estiveram na base da decisão de construir Alcochete.
O sector do transporte aéreo tem crescido muito acima da economia global. De acordo com dados apresentados pelo comandante Cristopher Smith, da British Airways, nos últimos 10 anos o sector do transporte aéreo cresceu 2,4 vezes mais depressa do que o PIB mundial.
Cerca de 90% da energia utilizada nos transportes deriva directamente do petróleo. A dependência dos combustíveis líquidos derivados do petróleo é particularmente elevada – deve mesmo dizer-se total – no sector aeronáutico, pois não existem alternativas energéticas ao fuel usado nos aviões. Está fora de questão, num futuro próximo, a utilização de energia eléctrica ou nuclear para propulsionar aeronaves comerciais.
O fuel sintético já produzido na África do Sul a partir do carvão (CTL, coal to liquid) não se mostra economicamente nem ambientalmente viável. Outras opções, como o etanol ou o biodiesel, têm fortes limitações técnicas relacionadas com a sua baixa densidade energética e com o seu comportamento físico nos intervalos de temperatura a que podem estar sujeitos.
A nível mundial consome-se diariamente cinco milhões de barris de petróleo na aviação comercial, o que equivale a cerca de 15 vezes o consumo de Portugal. Um tal volume corresponde a cerca de 6% do consumo mundial de petróleo e só é superado pelo consumo individual de três países (EUA, China e Japão). Num cenário de business as usual, os crescimentos previstos para o sector aeronáutico nos próximos anos, que é o mesmo que dizer para o tráfego aéreo, indicam que a procura de fuel irá aumentar acima da média mesmo que se encontrem formas de optimizar os consumos, redesenhando rotas, segmentando percursos – longos percursos exigem mais combustível, logo, maior peso e maior consumo na descolagem – ou mesmo produzindo novos tipos de aviões.
Mas é hoje uma opinião consensual que a maior ou menor disponibilidade de um combustível líquido derivado do petróleo, relativamente barato e adequado à aviação, terá fortes implicações no futuro do transporte aéreo e nos sectores da economia que lhes estão associados.
Até agora a produção de petróleo respondeu à procura sempre crescente. Contudo, sendo o petróleo um recurso limitado e por isso esgotável, a grande questão é saber como se vai comportar a curva de abastecimento, no futuro, para responder ao acréscimo de procura.
Entretanto, surgem um pouco por toda a parte sinais preocupantes: os EUA, desde 1970, deixaram de ser auto-suficientes, entraram em declínio de produção e já importam 60% do petróleo que consomem; a Noruega e o Reino Unido já estão a retirar cada vez menos petróleo do Mar do Norte (este, auto-suficiente nas últimas décadas, já teve de recorrer a importações em 2006!); no México, a jazida de Cantarel, a segunda maior conhecida no mundo, está em rápido esgotamento e este ano já produzirá menos 400.000 barris por dia do que no ano passado.
Países de economias emergentes, como a China e a Índia, estão a aumentar o consumo e a importar cada vez mais petróleo e os novos produtores (Angola, Ásia Central, Brasil) parecem não chegar para compensar as perdas devidas às decrescentes produções de outras fontes e são igualmente insuficientes para responder ao aumento da procura.
É certo que existem recursos abundantes daquilo a que se chama petróleo não convencional (deep water, areias e xistos betuminosos do Canadá e Venezuela, exploração de zonas polares, produção a partir do carvão – coal to liquid), mas com custos de produção bem mais elevados, prazos de exploração pouco confortáveis e implicações ambientais assinaláveis.
A generalidade dos analistas, já contabilizadas todas as formas de produção incluindo os biocombustíveis, prevê que a breve prazo haverá um desajustamento entre a procura e a oferta de petróleo a nível global. Os mais pessimistas (Colin Campbell, Matt Simmons, Deffeyes) falam em dois a cinco anos e os mais optimistas (CERA – Cambridge Energy Reserach Associates, EIA – Energy International Administration) admitem que isso só acontecerá daqui a duas ou três décadas. Contudo todos são unânimes em que o desajustamento acontecerá mais cedo ou mais tarde.
Grandes projectos com custos energéticos de construção avultados ou sujeitos a forte impacto energético na sua exploração têm de ser avaliados também nesta perspectiva. Ainda há meses, a propósito de uma notável conferência sobre o tema “The low carbon economy”, proferida por David Miliband, na altura ministro inglês do ambiente que alguns chegaram a apontar como o provável sucessor de Tony Blair, alguém questionava a oportunidade de investimentos como a construção ou ampliação de aeroportos.
O novo aeroporto de Lisboa entrará em funcionamento, na melhor das hipóteses em 2017, e isso, tudo o indica, acontecerá num cenário de grande penúria energética. Tal irá certamente motivar fortes aumentos de preços dos combustíveis que afectarão os custos de construção e irão alterar de forma significativa as previsões de evolução do número de passageiros e, consequentemente, do número de voos.
Reavaliar será, neste caso, sinónimo de sensatez."
É mesmo isso, os grandes projecto que impliquem o consumo de elevadas quantidade de petróleo e derivados devem ser urgentemente revistos!
No Jornal de Negócios online foi publicado este artigo muito interessante da autoria de Luís Queirós:
"Luís Queirós
Novo aeroporto de Lisboa e o preço do petróleo
Com o preço do barril de petróleo (WTI) a roçar os 120 dólares na Bolsa de Matérias-Primas de Nova Iorque, é urgente que se reveja os cenários e os custos – feitos num pressuposto de energia abundante e barata – que estiveram na base da decisão de construir Alcochete.
O sector do transporte aéreo tem crescido muito acima da economia global. De acordo com dados apresentados pelo comandante Cristopher Smith, da British Airways, nos últimos 10 anos o sector do transporte aéreo cresceu 2,4 vezes mais depressa do que o PIB mundial.
Cerca de 90% da energia utilizada nos transportes deriva directamente do petróleo. A dependência dos combustíveis líquidos derivados do petróleo é particularmente elevada – deve mesmo dizer-se total – no sector aeronáutico, pois não existem alternativas energéticas ao fuel usado nos aviões. Está fora de questão, num futuro próximo, a utilização de energia eléctrica ou nuclear para propulsionar aeronaves comerciais.
O fuel sintético já produzido na África do Sul a partir do carvão (CTL, coal to liquid) não se mostra economicamente nem ambientalmente viável. Outras opções, como o etanol ou o biodiesel, têm fortes limitações técnicas relacionadas com a sua baixa densidade energética e com o seu comportamento físico nos intervalos de temperatura a que podem estar sujeitos.
A nível mundial consome-se diariamente cinco milhões de barris de petróleo na aviação comercial, o que equivale a cerca de 15 vezes o consumo de Portugal. Um tal volume corresponde a cerca de 6% do consumo mundial de petróleo e só é superado pelo consumo individual de três países (EUA, China e Japão). Num cenário de business as usual, os crescimentos previstos para o sector aeronáutico nos próximos anos, que é o mesmo que dizer para o tráfego aéreo, indicam que a procura de fuel irá aumentar acima da média mesmo que se encontrem formas de optimizar os consumos, redesenhando rotas, segmentando percursos – longos percursos exigem mais combustível, logo, maior peso e maior consumo na descolagem – ou mesmo produzindo novos tipos de aviões.
Mas é hoje uma opinião consensual que a maior ou menor disponibilidade de um combustível líquido derivado do petróleo, relativamente barato e adequado à aviação, terá fortes implicações no futuro do transporte aéreo e nos sectores da economia que lhes estão associados.
Até agora a produção de petróleo respondeu à procura sempre crescente. Contudo, sendo o petróleo um recurso limitado e por isso esgotável, a grande questão é saber como se vai comportar a curva de abastecimento, no futuro, para responder ao acréscimo de procura.
Entretanto, surgem um pouco por toda a parte sinais preocupantes: os EUA, desde 1970, deixaram de ser auto-suficientes, entraram em declínio de produção e já importam 60% do petróleo que consomem; a Noruega e o Reino Unido já estão a retirar cada vez menos petróleo do Mar do Norte (este, auto-suficiente nas últimas décadas, já teve de recorrer a importações em 2006!); no México, a jazida de Cantarel, a segunda maior conhecida no mundo, está em rápido esgotamento e este ano já produzirá menos 400.000 barris por dia do que no ano passado.
Países de economias emergentes, como a China e a Índia, estão a aumentar o consumo e a importar cada vez mais petróleo e os novos produtores (Angola, Ásia Central, Brasil) parecem não chegar para compensar as perdas devidas às decrescentes produções de outras fontes e são igualmente insuficientes para responder ao aumento da procura.
É certo que existem recursos abundantes daquilo a que se chama petróleo não convencional (deep water, areias e xistos betuminosos do Canadá e Venezuela, exploração de zonas polares, produção a partir do carvão – coal to liquid), mas com custos de produção bem mais elevados, prazos de exploração pouco confortáveis e implicações ambientais assinaláveis.
A generalidade dos analistas, já contabilizadas todas as formas de produção incluindo os biocombustíveis, prevê que a breve prazo haverá um desajustamento entre a procura e a oferta de petróleo a nível global. Os mais pessimistas (Colin Campbell, Matt Simmons, Deffeyes) falam em dois a cinco anos e os mais optimistas (CERA – Cambridge Energy Reserach Associates, EIA – Energy International Administration) admitem que isso só acontecerá daqui a duas ou três décadas. Contudo todos são unânimes em que o desajustamento acontecerá mais cedo ou mais tarde.
Grandes projectos com custos energéticos de construção avultados ou sujeitos a forte impacto energético na sua exploração têm de ser avaliados também nesta perspectiva. Ainda há meses, a propósito de uma notável conferência sobre o tema “The low carbon economy”, proferida por David Miliband, na altura ministro inglês do ambiente que alguns chegaram a apontar como o provável sucessor de Tony Blair, alguém questionava a oportunidade de investimentos como a construção ou ampliação de aeroportos.
O novo aeroporto de Lisboa entrará em funcionamento, na melhor das hipóteses em 2017, e isso, tudo o indica, acontecerá num cenário de grande penúria energética. Tal irá certamente motivar fortes aumentos de preços dos combustíveis que afectarão os custos de construção e irão alterar de forma significativa as previsões de evolução do número de passageiros e, consequentemente, do número de voos.
Reavaliar será, neste caso, sinónimo de sensatez."
É mesmo isso, os grandes projecto que impliquem o consumo de elevadas quantidade de petróleo e derivados devem ser urgentemente revistos!
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Dias de Maio
Com o tempo contado ao minuto, muito bem dividido pelas inúmeras tarefas que todos os dias me ocupam o corpo e a mente, aqui fica uma imagem que pretende dar uma sensação de pausa na vida frenética deste planeta.
É só uma leve sensação porque a velocidade do relógio não abranda...
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