terça-feira, 11 de março de 2008

Preços altos do petróleo

Preços altos da matéria prima compensam investimentos avultados. Nesta perspectiva a GALP está a investir fortemente na extracção de hidrocarbonetos através das concessões que tem espalhadas pelo mundo fora.
Segundo o "Público" de hoje:

"Galp tem 1500 milhões para petróleo no Brasil e em Angola

Por Ana Brito

Galp Energia vai investir 3300 milhões de euros
até 2012. A maior fatia vai para Sines, para a refinação
e distribuição

A Galp Energia anunciou ontem que irá investir nos próximos anos 1500 milhões de euros na exploração de petróleo nos blocos que detém no Brasil e em Angola. Um montante que representa quase um terço do volume total dos investimentos que a empresa tem planeados até 2012 (5300 milhões de euros).
No ano passado, a petrolífera portuguesa participou na maior descoberta de petróleo do mundo, no poço Tupi Sul, em águas ultraprofundas da bacia de Santos, Brasil. Neste poço, onde está em consórcio com a brasileira Petrobrás e a britânica BG Group (com 65 e 25 por cento, respectivamente), a Galp tem uma participação de dez por cento, ou o equivalente a 773 milhões de barris. Mas, até ontem, quando apresentou formalmente o plano de investimentos para o período 2008-2012, a petrolífera não tinha ainda divulgado quanto teria disponível para iniciar a exploração deste e de outros blocos.
Estes 1500 milhões de euros que a Galp vai investir nas actividades de exploração e produção destinam-se igualmente a financiar outros projectos em Portugal, Moçambique, Timor-Leste e Venezuela.
O presidente da empresa, Ferreira de Oliveira, afirmou ontem que o objectivo da Galp é satisfazer a longo prazo o consumo nacional de petróleo. "Esperamos, num horizonte não muito longo, atingir os 150 mil barris por dia, mas a nossa ambição é atingir os 300 mil diários, o que corresponde às necessidades do consumo nacional", afirmou Ferreira de Oliveira, citado pela Lusa. A Galp pretende ainda atingir uma produção entre os três e os seis mil milhões de metros cúbicos de gás natural, o que corresponde a entre 45 e 95 por cento do mercado de gás natural em Portugal.
A maior fatia dos investimentos anunciados (65 por cento ou 2600 milhões de euros) tem por destino as actividades de refinação e distribuição, com destaque para os mil milhões de euros que serão utilizados na modernização das refinarias do Porto e de Sines. Dentro dos planos está ainda o desenvolvimento de unidades de produção de biodiesel, revelou a Galp, que antecipa, com estes projectos, uma redução da factura das importações energéticas em cerca de 6,6 por cento, resultando em poupanças anuais de 520 milhões de euros. No total, a Galp espera investir cerca de 3300 milhões de euros em Portugal até 2012 e criar 7300 empregos directos e indirectos. Segundo Ferreira de Oliveira, a empresa prevê contribuir para um aumento anual de 0,4 por cento (ou 610 milhões de euros/ano) do crescimento económico português.
0,4%
Segundo Ferreira de Oliveira, os investimentos da Galp vão criar 7300 empregos e contribuir com 0,4 por cento para o PIB."

A corrida ao "ouro negro" não pára, apesar de os sinais de abrandamento da economia mundial serem muito evidentes. De facto, sendo o petróleo um recurso tão versátil, é natural que a procura mantenha um ritmo elevado mesmo com sinais de recessão económica.
Pelo que tenho lido sobre este assunto parece-me que estamos a deixar a era do petróleo barato. A própria OPEP diz que não quer aumentar a produção. A meu ver a OPEP está de mãos e pés atados porque já tem muitas zonas em declínio de produção. Estamos, por isso, a entrar numa fase em que as novas regiões produtivas não conseguem compensar o declínio das regiões antigas. O declínio da produção à escala mundial começará a fazer efeito quando os super-campos petrolíferos começarem a definhar a um ritmo elevado. Nessa altura o preço do crude dispará a um ritmo exponencial e a economia irá, para nosso mal, colapsar. Haverá um milagre?

segunda-feira, 10 de março de 2008

A crise energética mundial

Uma crónica recente do Jornal "The Independent"

Outside View: We can't cling to crude: we should leave oil before it leaves us

Faith Birol
Sunday, 2 March 2008

We are on the brink of a new energy order. Over the next few decades, our reserves of oil will start to run out and it is imperative that governments in both producing and consuming nations prepare now for that time. We should not cling to crude down to the last drop – we should leave oil before it leaves us. That means new approaches must be found soon.

Even now, we are seeing a shift in the balance of power away from publicly listed international oil companies. In areas such as the North Sea and the Gulf of Mexico, production is in decline. Mergers and acquisitions will allow "big oil" to replenish reserves for a while,and new technologies will let them stretch the lives of existing fields and dip into marginal and hard-to-reach pools. But this will not change the underlying problem. Oil production by public companies is reaching its peak. They will have to find new ways to conduct business.

Increasingly, output levels will be set by a very few countries in the Middle East. This does not necessarily mean an immediate return to the price shocks of the 1970s, because producing countries have learnt that stability is in their interests. Even so, it is not certain that they are ready to increase production to meet growing world demand. Building new capacity takes time.

On the demand side, we see two big transformations. Wherever possible, people have already switched from oil, particularly for industrial use, home heating and electricity generation. In future, oil will mainly be used in the transport sector, where we have no readily available alternatives.

The other transformation is that the bulk of demand growth is coming, and will come in the future, from China and India. Here again, car ownership is the main driver. By 2020, India will be the world's third-largest oil importer, and we expect China will be importing 13 million barrels in 2030, which means another US in the market. In terms of car sales, we estimate that by 2015 at the latest, more cars will be sold in China than in the US.

What will all this mean for the price of petrol? The indications are that if the producers don't bring a lot of oil to the markets, we may see very high prices – perhaps oil at $150 a barrel by 2030. If the governments do not act quickly, the wheels may fall off even sooner.

The developed, oil-consuming countries can do several things to ease the transition to the new energy order. One would be to boost vehicle efficiency. Another would be to make better use of biofuels, although to be helpful, these need to be produced cheaply in developing countries like Brazil, not by heavily subsidised farmers in the developed world.

High prices also make it profitable to produce fuel from unconventional sources such as tar sands. But to do this requires plenty of energy, mostly from natural gas, and the process emits lots of CO2. Tar sands are attractive, but like biofuels, they will never replace Middle East oil.

In the long term, we must come up with an alternative form of transport, possibly electric cars, with the electricity being provided by nuclear power stations. The really important thing is that even though we are not yet running out of oil, we are running out of time.

Dr Fatih Birol is chief economist at the International Energy Agency



O mercado petrolífero mundial não irá decerto aguentar a existência de dois gigantes importadores de petróleo: EUA e China. As reservas não chegam e as companhias não têm meios suficientes para satisfazer necessidades energéticas tão grandes. A ruptura está iminente, a preocupação é grande. Avizinham-se tempos difíceis, porque isto mexe com a base da economia mundial.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Dezoito de Fevereiro, Lisboa

Mais um dia que fica na memória dos habitantes da região de Lisboa por motivos meteorológicos. Uma associação de vários factores permitiu que chovesse em Lisboa entre as 4 e as 5 da madrugada deste dia 18 de Fevereiro qualquer coisa como 35 litros de água por metro quadrado! É um valor muito elevado, segundo os meteorologistas, mas não é um recorde e não está associado a uma situação meteorológica severa (daquelas relacionadas com baixas pressões muito cavadas que atingem o noroeste da Península Ibérica). De facto, as situações de elevada precipitação mais comuns são muito previsíveis. Desta vez esta chuva caiu intensamente (e em muito pouco tempo) devido à presença de uma baixa pressão, pouco cavada, que se instalou ao largo da costa portuguesa. Em resultado da circulação em torno desta baixa pressão o vale inferior do Tejo foi invadido por uma massa de ar relativamente quente e bem carregada de água. Esta massa de ar acabou por atingir a zona urbana de Lisboa na madrugada do dia 18 e descarregou muita água sobre a cidade. Terá este efeito sido ampliado pela presença de grande quantidade de poeiras e poluentes atmosféricos? Talvez este aspecto possa explicar este fenómeno. De facto, se olharmos para a imagem de satélite de hoje vemos que uma enorme concentração de nuvens (zona branca) sobre o vale inferior do Tejo.

18 Fev 2008
Imagem, 18 de Fevereiro, 5:00 "copyright 2008 EUMETSAT"

18 Fev 2008
Imagem, 18 de Fevereiro, 11:00 "copyright 2008 EUMETSAT"




A imagem animada (que não é visível aqui) dá a ideia de que esta nebulosidade “ganha forma” nesta região e que não vem totalmente formada do Atlântico. Aliás, ainda ontem, o céu sobre Lisboa estava menos carregado na linha do horizonte nos quadrantes SE, S e SW, dando a ideia de que as nuvens se “formavam sobre a cidade”. Hoje, este fenómeno de “linha do horizonte menos carregada” repetiu-se após o meio-dia.
Será que este fenómeno foi ampliado pelas condições climáticas locais (embora possa ter sido induzido pelas alterações globais)? Não se sabe. No entanto quem experimentou sair de casa hoje de manhã teve sérias dificuldades em se deslocar. A pé, usando galochas e transportes públicos foi a melhor solução. O automóvel particular foi a pior opção.

Depois da tempestade vem a bonança. Mas fica no ar esta questão pertinente: Alguém ainda tem dúvidas acerca do mal que estamos a fazer ao clima da Terra?
O ordenamento das cidades com a implantação de boas redes de transportes públicos não poluentes poderia evitar muitas emissões de partículas nocivas para a atmosfera. Para quando estas medidas para Lisboa?
Só uma nota final: a zona do largo do Rato em Lisboa, por volta das 13 horas, apresentava um trânsito reduzido. Mais parecia um dia de Domingo. A retenção de automóveis à entrada de Lisboa contribuiu para este efeito positivo. Menos carros e menos poluição no centro e, portanto, mais espaço para circular, mesmo a pé!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Grandes preocupações económicas

Notícia no Jornal “Público”

“Conselho de governadores reúne-se hoje

BCE forçado a solução de meio termo com as taxas de juro

07.02.2008 - 09h09

Por Sérgio Aníbal

A enfrentar um conjunto de indicadores económicos que apontam, ao mesmo tempo, para um abrandamento da actividade económica e para um agravamento das pressões inflacionistas, o Banco Central Europeu (BCE) deverá manter hoje as taxas de juro na zona euro inalteradas, recusando seguir o caminho iniciado nos últimos meses pela Reserva Federal norte-americana.

Esta é a opinião unânime dos economistas dos principais departamentos de research dos bancos europeus. A totalidade dos 30 economistas consultados pela France Press e os 55 questionados pela agência Bloomberg são da opinião que na reunião do conselho de governadores do BCE marcada para hoje, a principal taxa de juro de refinanciamento se continuará a situar em quatro por cento.

Esta é a solução de meio termo até agora encontrada por Jean-Claude Trichet e os seus pares para enfrentar uma situação em que o abrandamento do crescimento económico pede uma descida de taxas, enquanto a persistência da inflação sugere um ainda maior endurecimento da política monetária.

Assim, como qualquer uma das decisões - subir ou descer taxas - tem fortes vantagens e inconvenientes, o preferível tem sido, de acordo com os responsáveis do BCE, não fazer nada. E a verdade é que os indicadores económicos divulgados durante os últimos dias não contribuíram para tornar a situação mais clara.

Na terça-feira, o Eurostat revelou que as vendas no comércio a retalho caíram dois por cento em Dezembro, quando comparadas com o mesmo mês do ano anterior, o pior resultado desde 1995. E, de acordo com o Royal Bank of Scotland, o índice que dá conta da evolução do sector dos serviços na Europa registou o valor mais baixo dos últimos quatro anos. Acentuam-se assim os sinais de que a quebra de expectativas dos consumidores e das empresas já está a conduzir a uma travagem da actividade económica, um cenário que ainda é mais grave tendo em conta que as exportações podem vir a ser afectadas por um cenário de recessão nos EUA.

Por outro lado, o menor ritmo de crescimento não está, para já, a conduzir a um abrandamento dos preços. Na passada quinta-feira, o Eurostat anunciou que a taxa de inflação em Janeiro se deverá situar em 3,2 por cento, um novo recorde que fica muito acima da barreira de dois por cento que o BCE tem de tentar impor.

Governos ajudam BCE

Perante este difícil cenário económico, o BCE tem dado a entender que não baixa taxas enquanto não estiver garantido que as pressões inflacionistas vão começar a desanuviar-se. E, para que isso aconteça, defende Trichet, é necessária moderação salarial.

Os governos europeus parecem dispostos a ajudar. De acordo com fontes citadas pela agência Reuters, na próxima reunião do Eurogrupo, uma maioria dos ministros das Finanças europeus vai deixar claro que a sua principal preocupação é o combate à inflação. Desta forma, o BCE pode sentir-se mais "confortado" e começar a pensar em reduzir as taxas de juro.

Há, no entanto, na Europa quem comece a ficar cada vez mais impaciente pelo facto de, nem a nível orçamental nem monetário, se estar a introduzir um estímulo à actividade económica, à semelhança do que já está a ser feito nos EUA. Em Espanha, onde a confiança dos consumidores está a cair e o desemprego a regressar, nota-se já algum nervosismo nos responsáveis políticos. O presidente do executivo, José Luis Rodriguez Zapatero, disse ontem estar à espera de uma redução de taxas de juro por parte do BCE, embora salientando "não querer dar conselhos". “

Esta notícia dá a entender que a inflação na zona euro só poderá ser combatida pela “moderação dos aumentos salariais”. Não será a elevada subida dos preços da energia e das matérias-primas a grande responsável pelo aumento da inflação? O caso do pão é um exemplo disso. Em pouco tempo subiu mais de 10 % porque o preço dos cereais aumentou muito.

Outra notícia no Jornal “Público”


“Quebra das reservas do Canadá injectou nervosismo na bolsa de Chicago

Produtos alimentares vão ficar mais caros com novo recorde do preço do trigo

07.02.2008 - 08h46

Por José Manuel Rocha

O preço dos produtos alimentares em cuja composição entra o trigo vai continuar a aumentar nos tempos mais próximos. Ontem, a cotação deste cereal na mais importante bolsa de matérias-primas (Chicago, EUA) atingiu novo recorde.

Chegou aos 10,33 dólares por alqueire (cerca de 14 quilos), batendo assim o anterior máximo, registado em meados de Dezembro, nos 10,08 dólares.

A razão próxima para esta escalada do preço do trigo, neste caso reportado aos contratos de futuros para venda em Março, é a quebra substancial dos stocks do cereal no Canadá, que é o segundo maior exportador mundial, logo a seguir aos Estados Unidos da América.

De acordo com a agência Reuters, as reservas de trigo no Canadá desceram para 15 milhões de toneladas, em Dezembro de 2007, contra os 21,6 milhões de toneladas que constavam dos registos um ano antes. As razões apontadas para esta quebra são as condições climatéricas, que ao longo do ano passado foram pouco favoráveis ao desenvolvimento da cultura agrícola nas searas canadianas.

O preço do trigo na bolsa mercantil de Chicago duplicou no espaço de seis meses. Em Julho de 2007, estava pouco acima dos cinco dólares. Ontem, a cotação subiu 30 cêntimos, valor máximo admitido para uma sessão apenas. Este aumento irá ter consequências no segmento do consumo, uma vez que o trigo é muito utilizado na elaboração de diversos produtos alimentares, nomeadamente os da indústria de panificação.

O mesmo acontece com o milho, que ontem registou, também, uma valorização de 1,3 por cento na plataforma de negociação de Chicago. No caso deste cereal, as razões para o aumento da cotação têm a ver com uma pressão muito mais forte sobre a procura. O aumento do consumo em países como a China e a Índia e o interesse dos produtores de biocombustíveis contribui para a escassez do cereal e, consequentemente, para o aumento do seu valor no mercado internacional.

O aumento do preço do milho tem como resultado directo um incremento do valor dos alimentos em cuja composição entra. Mas acaba também por influenciar o preço do leite e da carne, especialmente de bovino, que se alimenta de forragem de milho e de rações onde entra este cereal, e do leite. Em Portugal, os últimos dados apontam para um aumento de cerca de 15 por cento no preço do leite nos últimos meses.

Estes dados poderão significar, ainda, um novo argumento para o BCE recusar descidas das taxas de juro, uma vez que esta onda de aumentos constitui, já de si, uma forte pressão sobre a inflação - que no caso da Europa está bem acima do patamar de 2 por cento definido pela autoridade monetária.”


Fala-se aqui na produção de biocombustíveis a partir dos cereais. Esta actividade faz aumentar a procura do produto e logo os preços disparam. Será isto já um efeito co-lateral do fenómeno “peak oil”?

A par disto há sinais preocupantes que mostram tendência para o aumento do desemprego. Pouco crescimento ou estagnação a par do aumento do desemprego é sinónimo de estagflação.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Jardim da Estrela (Lisboa)


Ave tropical em Lisboa, originally uploaded by Pedro Veiga.

Fundações


Fundações, originally uploaded by Pedro Veiga.

Assim vai o desenvolvimento do projecto urbanístico da Alta de Lisboa. Esta imagem mostra as fundações de um dos edifícios da malha 6 desta urbanização.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Retrato de um Inverno pouco chuvoso


Negativo, originally uploaded by Pedro Veiga.

Baía de Cascais


Baía de Cascais, originally uploaded by Pedro Veiga.

Retrato de um Inverno muito ameno.

Recado para o Senhor Engenheiro


De rastos, originally uploaded by Pedro Veiga.

Até quando?


Será?, originally uploaded by Pedro Veiga.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

A caminho da Graça do Divor (Alto Alentejo, Páscoa de 2006)

Parque das Nações


Parque das Nações, originally uploaded by Pedro Veiga.

A densidade da construção matou a qualidade urbana desta área de Lisboa. A febre de construção em altura, o desenvolvimento de quarteirões muito extensos e com pouco espaço envolvente acabou por liquidar a qualidade do espaço urbano. O trânsito intenso e a falta de estacionamento dão um ar muito suburbano a este bairro de Lisboa.

Parque das Nações


Parque das Nações, originally uploaded by Pedro Veiga.

Expoente máximo do urbanismo de Lisboa do fim do século XX. A área pedonal é muito grande e representa uma grande mais valia para a cidade.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Ein deutsches Requiem, op. 45

Ontem foi dia de ensaio da grande obra coral sinfónica de Johannes Brahms - Um Requiem Alemão, op. 45., no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian.


Photobucket

Esta obra, rica em contraponto, despertou-me o interesse pela primeira vez há cerca de 20 anos atrás. Foi ao ouvir uma transmissão directa da antena 2 de um concerto que estava a ocorrer no Coliseu dos Recreios em Lisboa. Na altura foi interpretada pelo Coro da Fundação Calouste Gulbenkian, por um soprano e um barítono, cujos nomes não me lembro e pela Orquestra Sinfónica da Rádio do Sudoeste da Alemanha - Baden-Baden dirigida por Michael Gielen. Era Maio de 1988.


Agora, 20 anos depois, tive ontem a excelente oportunidade d
e assistir a 6 horas de ensaio desta obra fabulosa! Desta vez pelo Coro Gulbenkian, pela Soprano Johannette Zomer, pelo Barítono James Creswell e pela Orquestra de Câmara da Europa. Tudo dirigido pelo Maestro Thomas Engelbrock.

Photobucket

Poder ouvir e ver o trabalho de montagem desta obra é um privilégio. O grande Thomas Engelbrock possui uma energia fantástica, é musical e tem o conhecimento profundo da obra. Com um desempenho excepcional do coro e da orquestra o magnífico resultado fica feito! O prazer de ouvir o trabalho de pormenor de acerto e de montagem das várias partes desta obra é imensurável. Não tenho palavras para o descrever. Estas obras são eternas de tão ricas e profundas que são. A riqueza das frases melódicas, o domínio perfeito do contraponto e a profundeza do texto é muito, muito cativante! Isto cativou-me há 20 anos atrás e ainda o faz actualmente. Ainda bem!



Até o Orlando gostou, apesar de só ter 3 meses e alguns dias.

Photobucket

Hoje e amanhã são os dias de concerto. Espero que tudo corra bem!