quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Clima e outras preocupações

Ao longo dos últimos cerca de 150 anos o uso intensivo dos combustíveis fósseis transformou completamente o aspecto dos nossos núcleos urbanos. Para além deste aspecto bem visível, existem os efeitos sobre o clima provocados pela libertação em grandes quantidades de dióxido de carbono e de outros gases, resultantes da queima destes combustíveis. Os efeitos destes gases sobre o clima são muito discutíveis e ainda não existe um consenso na comunidade científica acerca dos cenários climáticos futuros. Segundo uma corrente de opinião científica a actividade humana começou a alterar o clima há cerca de 8.000 a 10.000 anos atrás, com o aparecimento da agricultura. Graças a esta actividade foi evitado o começo de uma nova era glaciar que agora estaria no seu auge. Assim, se pode perceber, segundo esta interpretação, que a estabilidade climática actual é um fenómeno anómalo e só existe porque está a ser sustentada pela actividade humana. O problema é se uma tão elevada produção de gases indutores do efeito de estufa poderá, a breve trecho, desequilibrar irreversivelmente o clima da Terra. Nada se sabe ao certo. Todavia, os fenómenos climatéricos anómalos tendem cada vez a ser mais frequentes e extravagantes. Por exemplo, este Outono em Portugal tem sido excessivamente seco e quente e poderá ser uma destas manifestações anómalas. As folhas das árvores não mentem e anunciam um Verão tardio num Outono quente e seco que anuncia uma Primavera antecipada.

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Lisboa, Jardim da Estrela (Novembro de 2007)

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Lisboa, Jardim da Estrela (Novembro de 2007)

O Inverno virá mas se calhar de uma forma intensa e fugaz. Quando a Primavera chegar o tempo húmido predominará até ao Verão seguinte. Temos que nos adaptar às mudanças…

Ainda a propósito do clima há que referir a posição persistente de um anticiclone. Este centro de alta pressão tem estado nas últimas semanas centrado, ora a norte, ora a noroeste da Península Ibérica fazendo, simultaneamente, de barreira à passagem das superfícies frontais polares. A imagem em baixo mostra uma posição estranha deste anticiclone encostado a uma grande baixa pressão com o seu centro localizado sobre o sul da Suécia. Esta é uma previsão para sexta-feira, dia 9 de Novembro.

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Devido à posição deste anticiclone o trajecto das baixas pressões polares tem sido feito à latitude do Mar do Norte. Dada a intensidade destas tempestades polares a produção de petróleo do Mar do Norte está a ser afectada o que está a contribuir para o aumento do preço do crude. Como a sede mundial por este líquido viscoso é enorme e dado que já não há possibilidade de aumentar mais a produção, porque a natureza geológica não o permite, é natural que os preços subam em flecha. Vamos, certamente, chegar ao fim do ano com preços muito acima dos 100 dólares por barril!
No meio de todas estas incertezas a única certeza que temos é a da escassez de recursos face ao seu consumo desenfreado.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Orlando com 9 dias


Orlando com 9 dias, originally uploaded by Pedro Veiga.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Orlando

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Nasceu no dia 15 de Outubro de 2007, pelas 13 horas e 7 minutos, com 3,820 kg de peso.

domingo, 7 de outubro de 2007

A roda do tempo

Engrenagem

Tão (imp)perfeita como o tempo.

sábado, 29 de setembro de 2007

Outono

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Chegou no tempo certo, em tempos de incerteza.
A incerteza é nos dada pela ciência económica que é tão variável quanto é o estado de humor dos humanos.
Pelo contrário, a natureza, é muito mais previsível mesmo com o seu carácter irregular e sempre mutante.
Existe alguma explicação para isto? Não sei...
Por isso, prefiro ficar do lado da contemplação da natureza porque ela não nos invade a cabeça com angústias, antes pelo contrário.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Luz de Setembro

Quase todos os anos os primeiros dias de Setembro são únicos no Verão da nossa costa ocidental.
O vento acalma, as águas são mornas, as praias são menos frequentadas e a luz é menos agressiva. Há mais espaço para respirar e para poder andar.




É talvez um momento em que o tempo repousa como que esperando pela entrada da nova estação.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

terça-feira, 24 de julho de 2007

As fraquezas de um anticiclone

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extraído de: http://weather.unisys.com/ecmwf/ecmwf_500p_4panel_eur.html

O famoso Anticiclone dos Açores anda outra vez a dar que falar. Já ocupa espaço nas crónicas dos nossos escritores jornalísticos.
O verão está fraco, dizem a maioria dos portugueses.
Está fraco mas não é um Verão anómalo, afirmam os meteorologistas.
Para o bem ou para o mal este Anticiclone está uns graus de latitude abaixo do que seria de esperar no mês de Julho. Resultado: não consegue estender a sua crista sobre o Golfo da Biscaia e "abraçar" o Mediterrâneo. Estamos, por isso, privados do convívio com as noites quentes ricas em perfumes do Mediterrâneo e do Norte de África. Vai-se embora a faceta mediterrânica e ficamos com a atlântica.
Quem está mal é o Reino Unido, a braços com cheias, ou os países do leste europeu que estão a derreter no calor tórrido de um verão demasiado quente.
Serão estas mais facetas do aquecimento global?

terça-feira, 10 de julho de 2007

Dias de vento!

Não, a culpa não é do governo, é do Anticiclone dos Açores que está bem encostado a uma baixa pressão que está sobre o Norte de África

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domingo, 8 de julho de 2007

Tarde de Verão (Dalila)


Tarde de Verão (Dalila), originally uploaded by Pedro Veiga.

sábado, 16 de junho de 2007

Carga de chuva no solstício de Junho

O Anticiclone dos Açores foi de férias. Fez as malas e partiu sem destino certo, deixando as latitudes sub-tropicais.
A imagem de satélite extraída do sítio da eumetsat é bem ilucidativa do cenário húmido que nos caiu em cima das cabeças!

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Ainda não consegui perceber como é que em Junho a Península Ibérica é sucessivamente varrida por 3 ou 4 depressões polares! Será isto um dos sinais do aquecimento global?

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Recursos finitos

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Se os fenómenos naturais têm muitas vezes comportamentos imprevisíveis o mesmo já não se pode dizer da capacidade da Terra em fornecer os seus recursos naturais finitos. Ao extrair um recurso finito do nosso planeta sabemos que a partir de um dado momento começaremos a ter cada vez mais dificuldade em extraí-lo, isto é, o rendimento da indústria extractiva começará a baixar ao fim de algum tempo. Este sintoma é o prenúncio do esgotamento de um recurso num prazo que estará dependente do volume das reservas disponíveis e da velocidade a que é extraído.
Este raciocínio encaixa muito bem na extracção dos hidrocarbonetos fósseis, dos quais se destaca, o petróleo bruto. Já há muito tempo que várias entidades não governamentais vêm alertando para os riscos de o nosso planeta estar a atingir o patamar máximo de volume de extracção deste recurso (ver em: http://www.odac-info.org/). Existem várias opiniões de personalidades ligadas à indústria de extracção que afirmam que a partir desta década o volume global de extracção de petróleo começará a reduzir-se à escala mundial porque se trata, simplesmente, de um recurso finito.
Hoje foi publicada uma notícia no jornal “Público” que mostra algumas preocupações do governo do Reino Unido relativamente à crise energética global que se anuncia para breve:

“Plano vai ser apresentado hoje
Reino Unido prepara alteração da sua política energética
23.05.2007 - 00h27 Agências
O Reino Unido apresenta hoje uma alteração de fundo na sua política energética para assegurar o fornecimento, defendendo a construção de novas centrais nucleares e sublinhando o papel-chave das empresas e dos cidadãos.
O petróleo e o gás que os britânicos obtêm no mar do Norte está a diminuir e está ainda bem presente o corte do fornecimento de gás da Rússia à Ucrânia no ano passado, que perturbou o fornecimento à Europa.

O Governo do Reino Unido também quer alcançar os objectivos de redução das emissões de carbono, que deverão tornar-se legalmente obrigatórios.

Pretende também obter mais energia a partir de fontes renováveis e estimular as empresas e os cidadãos a reduzir o consumo de electricidade.

A UE pretende obter 20 por cento da sua energia a partir de fontes renováveis em 2020. Um projecto de lei que está no Parlamento britânico pede um corte de 60 por cento até 2050 nas emissões de dióxido de carbono.”

terça-feira, 22 de maio de 2007

O lado imprevisível da atmosfera

Os dias passam e seria natural, com a aproximação do solstício de Junho, a instalação progressiva do tempo quente de Verão. Todavia, os últimos dias em Portugal Continental têm sido muito frescos e húmidos. A imagem de satélite de hoje, dia 22 de Maio, mostra a existência de uma grande baixa pressão, não muito cavada, que condiciona o estado do tempo em toda a Península Ibérica.

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É visível na imagem uns gigantes mantos de nuvens que cobrem a parte setentrional da Península. Correspondem a grandes massas de nuvens de desenvolvimento vertical (tipo cumulo-nimbos) geradoras de grande instabilidade atmosférica (aguaceiros e trovoadas).

Mas como é imprevisível a ciência da atmosfera! O ano de 2007 poderá ser um dos mais quentes na Terra desde que há registos meteorológicos. Esta afirmação baseia-se em modelos meteorológicos e reflecte apenas uma probabilidade de um acontecimento. É apenas uma probabilidade e nada mais. Pode até acontecer que o próximo Verão seja muito “fresquinho” se o caprichoso Anticiclone dos Açores não desempenhar bem a sua função. Tenho na minha memória os dias frescos de Verão passados à beira mar na costa ocidental da Península Ibérica. Recordo-me bem dos dias fustigados por um incansável vento forte de norte que atirava os grãos de quartzo da areia fina sobre os corpos humanos desprotegidos.

Enquanto as notícias mais sensacionalistas vão dando relevo a um Estio quentíssimo, o mês de Maio, por estas bandas, mais parece um mês de Março…

É por este motivo que a ciência é interessante. É porque tem a ambição de explicar de uma forma simples fenómenos complexos e, aparentemente, incompreensíveis.