quarta-feira, 24 de outubro de 2007
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
domingo, 7 de outubro de 2007
sábado, 29 de setembro de 2007
Outono

Chegou no tempo certo, em tempos de incerteza.
A incerteza é nos dada pela ciência económica que é tão variável quanto é o estado de humor dos humanos.
Pelo contrário, a natureza, é muito mais previsível mesmo com o seu carácter irregular e sempre mutante.
Existe alguma explicação para isto? Não sei...
Por isso, prefiro ficar do lado da contemplação da natureza porque ela não nos invade a cabeça com angústias, antes pelo contrário.
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Luz de Setembro
Quase todos os anos os primeiros dias de Setembro são únicos no Verão da nossa costa ocidental.
O vento acalma, as águas são mornas, as praias são menos frequentadas e a luz é menos agressiva. Há mais espaço para respirar e para poder andar.
É talvez um momento em que o tempo repousa como que esperando pela entrada da nova estação.
O vento acalma, as águas são mornas, as praias são menos frequentadas e a luz é menos agressiva. Há mais espaço para respirar e para poder andar.
É talvez um momento em que o tempo repousa como que esperando pela entrada da nova estação.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
terça-feira, 24 de julho de 2007
As fraquezas de um anticiclone

extraído de: http://weather.unisys.com/ecmwf/ecmwf_500p_4panel_eur.html
O famoso Anticiclone dos Açores anda outra vez a dar que falar. Já ocupa espaço nas crónicas dos nossos escritores jornalísticos.
O verão está fraco, dizem a maioria dos portugueses.
Está fraco mas não é um Verão anómalo, afirmam os meteorologistas.
Para o bem ou para o mal este Anticiclone está uns graus de latitude abaixo do que seria de esperar no mês de Julho. Resultado: não consegue estender a sua crista sobre o Golfo da Biscaia e "abraçar" o Mediterrâneo. Estamos, por isso, privados do convívio com as noites quentes ricas em perfumes do Mediterrâneo e do Norte de África. Vai-se embora a faceta mediterrânica e ficamos com a atlântica.
Quem está mal é o Reino Unido, a braços com cheias, ou os países do leste europeu que estão a derreter no calor tórrido de um verão demasiado quente.
Serão estas mais facetas do aquecimento global?
terça-feira, 10 de julho de 2007
Dias de vento!
domingo, 8 de julho de 2007
sábado, 16 de junho de 2007
Carga de chuva no solstício de Junho
O Anticiclone dos Açores foi de férias. Fez as malas e partiu sem destino certo, deixando as latitudes sub-tropicais.
A imagem de satélite extraída do sítio da eumetsat é bem ilucidativa do cenário húmido que nos caiu em cima das cabeças!
Ainda não consegui perceber como é que em Junho a Península Ibérica é sucessivamente varrida por 3 ou 4 depressões polares! Será isto um dos sinais do aquecimento global?
A imagem de satélite extraída do sítio da eumetsat é bem ilucidativa do cenário húmido que nos caiu em cima das cabeças!
Ainda não consegui perceber como é que em Junho a Península Ibérica é sucessivamente varrida por 3 ou 4 depressões polares! Será isto um dos sinais do aquecimento global?
terça-feira, 5 de junho de 2007
sexta-feira, 25 de maio de 2007
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Recursos finitos

Se os fenómenos naturais têm muitas vezes comportamentos imprevisíveis o mesmo já não se pode dizer da capacidade da Terra em fornecer os seus recursos naturais finitos. Ao extrair um recurso finito do nosso planeta sabemos que a partir de um dado momento começaremos a ter cada vez mais dificuldade em extraí-lo, isto é, o rendimento da indústria extractiva começará a baixar ao fim de algum tempo. Este sintoma é o prenúncio do esgotamento de um recurso num prazo que estará dependente do volume das reservas disponíveis e da velocidade a que é extraído.
Este raciocínio encaixa muito bem na extracção dos hidrocarbonetos fósseis, dos quais se destaca, o petróleo bruto. Já há muito tempo que várias entidades não governamentais vêm alertando para os riscos de o nosso planeta estar a atingir o patamar máximo de volume de extracção deste recurso (ver em: http://www.odac-info.org/). Existem várias opiniões de personalidades ligadas à indústria de extracção que afirmam que a partir desta década o volume global de extracção de petróleo começará a reduzir-se à escala mundial porque se trata, simplesmente, de um recurso finito.
Hoje foi publicada uma notícia no jornal “Público” que mostra algumas preocupações do governo do Reino Unido relativamente à crise energética global que se anuncia para breve:
“Plano vai ser apresentado hoje
Reino Unido prepara alteração da sua política energética
23.05.2007 - 00h27 Agências
O Reino Unido apresenta hoje uma alteração de fundo na sua política energética para assegurar o fornecimento, defendendo a construção de novas centrais nucleares e sublinhando o papel-chave das empresas e dos cidadãos.
O petróleo e o gás que os britânicos obtêm no mar do Norte está a diminuir e está ainda bem presente o corte do fornecimento de gás da Rússia à Ucrânia no ano passado, que perturbou o fornecimento à Europa.
O Governo do Reino Unido também quer alcançar os objectivos de redução das emissões de carbono, que deverão tornar-se legalmente obrigatórios.
Pretende também obter mais energia a partir de fontes renováveis e estimular as empresas e os cidadãos a reduzir o consumo de electricidade.
A UE pretende obter 20 por cento da sua energia a partir de fontes renováveis em 2020. Um projecto de lei que está no Parlamento britânico pede um corte de 60 por cento até 2050 nas emissões de dióxido de carbono.”
terça-feira, 22 de maio de 2007
O lado imprevisível da atmosfera
Os dias passam e seria natural, com a aproximação do solstício de Junho, a instalação progressiva do tempo quente de Verão. Todavia, os últimos dias em Portugal Continental têm sido muito frescos e húmidos. A imagem de satélite de hoje, dia 22 de Maio, mostra a existência de uma grande baixa pressão, não muito cavada, que condiciona o estado do tempo em toda a Península Ibérica.

É visível na imagem uns gigantes mantos de nuvens que cobrem a parte setentrional da Península. Correspondem a grandes massas de nuvens de desenvolvimento vertical (tipo cumulo-nimbos) geradoras de grande instabilidade atmosférica (aguaceiros e trovoadas).
Mas como é imprevisível a ciência da atmosfera! O ano de 2007 poderá ser um dos mais quentes na Terra desde que há registos meteorológicos. Esta afirmação baseia-se em modelos meteorológicos e reflecte apenas uma probabilidade de um acontecimento. É apenas uma probabilidade e nada mais. Pode até acontecer que o próximo Verão seja muito “fresquinho” se o caprichoso Anticiclone dos Açores não desempenhar bem a sua função. Tenho na minha memória os dias frescos de Verão passados à beira mar na costa ocidental da Península Ibérica. Recordo-me bem dos dias fustigados por um incansável vento forte de norte que atirava os grãos de quartzo da areia fina sobre os corpos humanos desprotegidos.
Enquanto as notícias mais sensacionalistas vão dando relevo a um Estio quentíssimo, o mês de Maio, por estas bandas, mais parece um mês de Março…
É por este motivo que a ciência é interessante. É porque tem a ambição de explicar de uma forma simples fenómenos complexos e, aparentemente, incompreensíveis.

É visível na imagem uns gigantes mantos de nuvens que cobrem a parte setentrional da Península. Correspondem a grandes massas de nuvens de desenvolvimento vertical (tipo cumulo-nimbos) geradoras de grande instabilidade atmosférica (aguaceiros e trovoadas).
Mas como é imprevisível a ciência da atmosfera! O ano de 2007 poderá ser um dos mais quentes na Terra desde que há registos meteorológicos. Esta afirmação baseia-se em modelos meteorológicos e reflecte apenas uma probabilidade de um acontecimento. É apenas uma probabilidade e nada mais. Pode até acontecer que o próximo Verão seja muito “fresquinho” se o caprichoso Anticiclone dos Açores não desempenhar bem a sua função. Tenho na minha memória os dias frescos de Verão passados à beira mar na costa ocidental da Península Ibérica. Recordo-me bem dos dias fustigados por um incansável vento forte de norte que atirava os grãos de quartzo da areia fina sobre os corpos humanos desprotegidos.
Enquanto as notícias mais sensacionalistas vão dando relevo a um Estio quentíssimo, o mês de Maio, por estas bandas, mais parece um mês de Março…
É por este motivo que a ciência é interessante. É porque tem a ambição de explicar de uma forma simples fenómenos complexos e, aparentemente, incompreensíveis.
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Lugares de topo sem licenciatura
Seguindo notícia publicada no Díário de Notícias de 16 de Maio:
"O acesso às carreiras mais altas da função pública vai deixar de exigir licenciatura aos candidatos. Esta é uma das novidade do novo regime de vínculos, carreiras e remunerações que se encontra em fase final de negociação e que deverá dar entrada na Assembleia da República até final de Junho de modo a entrar em vigor em Janeiro do próximo ano.
Até aqui, a candidatura ao concurso de acesso à carreira de topo na função pública - designada, no regime geral, de técnico superior e cujos vencimentos brutos oscilam entre um mínimo de 1300 euros e um máximo de 2940 - exigia a apresentação de uma licenciatura. No futuro, esta será ainda a regra geral, mas deixa de ser uma condição necessária.
O n.º 1 do artigo 50.º refere que "em regra, pode apenas ser candidato ao procedimento quem seja titular do nível habilitacional [...] correspondente ao grau de complexidade funcional da carreira e categoria caracterizadoras dos postos de trabalho para cuja ocupação o procedimento é publicitado". Porém, refere o n.º 2, "a publicitação pode prever a possibilidade de candidatura de quem, não sendo titular da habilitação exigida, considere dispor da formação e, ou, experiência profissionais necessárias e suficientes para a substituição daquela habilitação".
O n.º 3 do mesmo artigo coloca um travão a esta "liberdade" concedida aos serviços e portanto aos seus dirigentes: a dispensa de habilitação não é admissível quando exista uma lei especial a exigir para determinada carreira um título específico.
A dispensa de habilitação literária específica aplica-se igualmente às carreiras associadas à titularidade do 12.º ano, que é o caso da futura carreira de assistente técnico.
Governo segue comissão
Deste modo, o Governo seguiu a recomendação da comissão técnica presidida por Luís Fábrica, que elaborou um relatório sobre a reforma do regime de vínculos e carreiras na função pública. No relatório divulgado em Setembro, a comissão questionava "se a sobrevalorização do título académico e das habilitações literárias traduz o regime mais adequado ao bom exercício de funções públicas - sobretudo quando se sabe que o sistema de ensino em Portugal continua a privilegiar a aquisição de conhecimentos teóricos". Por isso, a comissão propôs "terminar com a sobrevalorização do saber lógico-formal em detrimento da inteligência prática".
No futuro, o ingresso na função pública bem como a mudança dentro de uma carreira (alteração de categoria) vai continuar a fazer-se por concurso público, ao qual se podem candidatar todos os funcionários e outros trabalhadores. Já a mudança de nível remuneratório dentro da mesma categoria dependerá da antiguidade no posto e da avaliação de desempenho obtida."
Vamos nivelar por baixo, sempre por baixo. Assim será mais fácil continuar a diminuir o valor do trabalho.
"O acesso às carreiras mais altas da função pública vai deixar de exigir licenciatura aos candidatos. Esta é uma das novidade do novo regime de vínculos, carreiras e remunerações que se encontra em fase final de negociação e que deverá dar entrada na Assembleia da República até final de Junho de modo a entrar em vigor em Janeiro do próximo ano.
Até aqui, a candidatura ao concurso de acesso à carreira de topo na função pública - designada, no regime geral, de técnico superior e cujos vencimentos brutos oscilam entre um mínimo de 1300 euros e um máximo de 2940 - exigia a apresentação de uma licenciatura. No futuro, esta será ainda a regra geral, mas deixa de ser uma condição necessária.
O n.º 1 do artigo 50.º refere que "em regra, pode apenas ser candidato ao procedimento quem seja titular do nível habilitacional [...] correspondente ao grau de complexidade funcional da carreira e categoria caracterizadoras dos postos de trabalho para cuja ocupação o procedimento é publicitado". Porém, refere o n.º 2, "a publicitação pode prever a possibilidade de candidatura de quem, não sendo titular da habilitação exigida, considere dispor da formação e, ou, experiência profissionais necessárias e suficientes para a substituição daquela habilitação".
O n.º 3 do mesmo artigo coloca um travão a esta "liberdade" concedida aos serviços e portanto aos seus dirigentes: a dispensa de habilitação não é admissível quando exista uma lei especial a exigir para determinada carreira um título específico.
A dispensa de habilitação literária específica aplica-se igualmente às carreiras associadas à titularidade do 12.º ano, que é o caso da futura carreira de assistente técnico.
Governo segue comissão
Deste modo, o Governo seguiu a recomendação da comissão técnica presidida por Luís Fábrica, que elaborou um relatório sobre a reforma do regime de vínculos e carreiras na função pública. No relatório divulgado em Setembro, a comissão questionava "se a sobrevalorização do título académico e das habilitações literárias traduz o regime mais adequado ao bom exercício de funções públicas - sobretudo quando se sabe que o sistema de ensino em Portugal continua a privilegiar a aquisição de conhecimentos teóricos". Por isso, a comissão propôs "terminar com a sobrevalorização do saber lógico-formal em detrimento da inteligência prática".
No futuro, o ingresso na função pública bem como a mudança dentro de uma carreira (alteração de categoria) vai continuar a fazer-se por concurso público, ao qual se podem candidatar todos os funcionários e outros trabalhadores. Já a mudança de nível remuneratório dentro da mesma categoria dependerá da antiguidade no posto e da avaliação de desempenho obtida."
Vamos nivelar por baixo, sempre por baixo. Assim será mais fácil continuar a diminuir o valor do trabalho.
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