
Se os fenómenos naturais têm muitas vezes comportamentos imprevisíveis o mesmo já não se pode dizer da capacidade da Terra em fornecer os seus recursos naturais finitos. Ao extrair um recurso finito do nosso planeta sabemos que a partir de um dado momento começaremos a ter cada vez mais dificuldade em extraí-lo, isto é, o rendimento da indústria extractiva começará a baixar ao fim de algum tempo. Este sintoma é o prenúncio do esgotamento de um recurso num prazo que estará dependente do volume das reservas disponíveis e da velocidade a que é extraído.
Este raciocínio encaixa muito bem na extracção dos hidrocarbonetos fósseis, dos quais se destaca, o petróleo bruto. Já há muito tempo que várias entidades não governamentais vêm alertando para os riscos de o nosso planeta estar a atingir o patamar máximo de volume de extracção deste recurso (ver em: http://www.odac-info.org/). Existem várias opiniões de personalidades ligadas à indústria de extracção que afirmam que a partir desta década o volume global de extracção de petróleo começará a reduzir-se à escala mundial porque se trata, simplesmente, de um recurso finito.
Hoje foi publicada uma notícia no jornal “Público” que mostra algumas preocupações do governo do Reino Unido relativamente à crise energética global que se anuncia para breve:
“Plano vai ser apresentado hoje
Reino Unido prepara alteração da sua política energética
23.05.2007 - 00h27 Agências
O Reino Unido apresenta hoje uma alteração de fundo na sua política energética para assegurar o fornecimento, defendendo a construção de novas centrais nucleares e sublinhando o papel-chave das empresas e dos cidadãos.
O petróleo e o gás que os britânicos obtêm no mar do Norte está a diminuir e está ainda bem presente o corte do fornecimento de gás da Rússia à Ucrânia no ano passado, que perturbou o fornecimento à Europa.
O Governo do Reino Unido também quer alcançar os objectivos de redução das emissões de carbono, que deverão tornar-se legalmente obrigatórios.
Pretende também obter mais energia a partir de fontes renováveis e estimular as empresas e os cidadãos a reduzir o consumo de electricidade.
A UE pretende obter 20 por cento da sua energia a partir de fontes renováveis em 2020. Um projecto de lei que está no Parlamento britânico pede um corte de 60 por cento até 2050 nas emissões de dióxido de carbono.”





















